quarta-feira, 25 de julho de 2012

Laodiceia, uma igreja morna


TEXTO ÁUREO


Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

VERDADE PRÁTICA


A igreja que não busca os interesses do Reino de Deus está fadada ao fracasso, ao esquecimento e à indigência espiritual.

introdução

Palavra Chave
Morno: Desprovido de calor, de efervescência, de vida; monótono, aborrecido.

Laodiceia de nada tinha falta; possuía tudo em abundância. Aos olhos do Senhor, porém, não passava de uma igreja pobre, cega e miserável. O que lhe sobejava em riquezas temporais, faltava-lhe em bens eternos. Ela retrata as igrejas que, desconstruindo-se como Reino de Deus, reconstroem-se como impérios humanos.
Jesus não mudou. Continua a zelar pela qualidade espiritual de sua Igreja. Ele requer sejamos fervorosos no espírito, porque não haverá de aturar crentes mornos e indiferentes às reivindicações de sua Palavra. A mornidão espiritual é repugnante ao Senhor.
Observemos, pois, com reverência e temor, as advertências que nos reservou o Filho de Deus neste domingo.

I. A IDENTIFICAÇÃO DE JESUS

Tendo em vista a soberba e a presunção espiritual da igreja em Laodiceia, uma das principais cidades da Ásia Menor, apresenta-se o Senhor Jesus com irrecorríveis credenciais: “Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Ap 3.14).
1. A testemunha fiel e verdadeira. Se Laodiceia vive de mentiras e de aparências, Jesus não tem outra alternativa senão a de apresentar-se, ao seu pastor, como a Testemunha Fiel e Verdadeira. Conclui-se, pois, que a Igreja de Cristo tem a obrigação de sustentar a verdade evangélica neste século maligno e mentiroso (1 Tm 3.15). Mas como poderá uma igreja morna e que tem a cara do mundo levantar-se como a voz profética de Deus?
2. O princípio da criação de Deus. O anjo da igreja em Laodiceia, ignorando a suficiência divina, extravasa-se em presunções: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Ap 3.17).
Agora, porém, ele terá de saber que Jesus, como o princípio da criação de Deus, é o dono de todas as coisas, porque todas as coisas foram por Ele criadas (Jo 1.3). Sim, tudo quanto há no mundo existe por causa dele e para Ele (Rm 11.36).
Igreja rica não é aquela que tem ouro e prata, mas aquela que ainda pode declarar no poder do Espírito Santo: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (At 3.6). Sim, igreja abastada é aquela que, embora pobre, consagra ao Senhor preciosas almas.

II. A SITUAÇÃO ESPIRITUAL DA IGREJA DE LAODICEIA

Onisciente que é, conhecia o Senhor Jesus a real situação de Laodiceia. Esta igreja, que vivia uma vida de aparências e mentiras, é desmascarada pela Testemunha Fiel e Verdadeira.
1. Mornidão espiritual. Se Laodiceia fosse fria, buscaria o calor de um avivamento; se quente, espalharia esse mesmo avivamento até aos confins da terra. Morna, porém, faz-se indiferente a Deus e à sua Palavra. Por isto, o Senhor repreende-a: “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!” (Ap 3.15).
2. Arrogância espiritual. Além dessa indiferença doentia e crônica às coisas de Deus, o anjo da Igreja em Laodiceia era soberbo e arrogante. Supunha que, por ser rico e de nada ter falta, achava-se acima das providências divinas. A prosperidade levara-o ao orgulho fatal. Somente um tolo diria tal coisa: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Ap 3.17).
O que nos lembra esse discurso? A retórica do querubim ungido ao apostatar-se de sua posição junto ao trono do Altíssimo (Is 14.13,14). Comportam-se assim as igrejas que, por causa de sua prosperidade material, julgam-se ricas, mas espiritual e ministerialmente são paupérrimas.
3. Falta de percepção do próprio eu. Apesar de todos os seus bens materiais, Laodiceia em nada diferia de um esmoler espiritual: “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Ap 3.17).
Se Adão logo após a Queda percebeu-se nu, o pastor da igreja em Laodiceia julgava-se bem vestido e ornado. Se o primeiro homem teve os olhos abertos para enxergar a própria nudez, o anjo de Laodiceia achava-se, mesmo despido, em trajes de gala. E se Adão, reconhecendo a própria carência, coseu aventais da figueira, aquele obreiro, embora descoberto, desfilava toda a sua nudez diante das ovelhas. Infelizmente, ninguém tinha coragem de dizer que o pastor estava nu. Foi preciso que o Pastor dos pastores endereçasse-lhe uma enérgica carta apontando-lhe a nudez, a pobreza e a cegueira espiritual.
Como estão as suas vestes espirituais? São ainda alvas? Ou anda você nu sem o saber? “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça” (Ec 9.8).


III. COMO REAVIVAR UMA IGREJA MORNA

Temos a impressão de que Laodiceia era um caso perdido. Todavia, o Senhor Jesus não havia desistido dessa ainda amada e querida igreja. Juntamente com a reprimenda e a censura, envia-lhe Ele a receita de um grande e poderoso avivamento: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas” (Ap 3.18).
O anjo daquela igreja deveria fazer, com a máxima urgência, as seguintes aquisições junto ao Cordeiro de Deus:
1. Ouro refinado pelo fogo. A menos que o anjo da Igreja em Laodiceia adquirisse os tesouros da sabedoria e da ciência em Cristo, continuaria a levar uma vida miserável (Cl 2.2,3). Como adquirir tais tesouros? Cristo no-los coloca à disposição. Não quer você apossar-se desses tesouros e ter uma comunhão mais íntima com o Senhor?
2. Vestiduras brancas. Redimidos pelo sangue do Cordeiro, nossas vestes tornaram-se mais alvas que a neve (Is 1.18). Sim, Ele mudou-nos as vestiduras que, manchadas pela iniquidade, envergonhavam-nos diante de sua justiça e santidade (Zc 3.1-10).
Como está você diante de Deus? Nu? Ou revestido da graça divina?
3. Colírio. A cegueira espiritual era o grande problema da igreja em Laodiceia: não conseguia ver a própria miséria nem podia perceber a sua nudez. Por isso o Senhor Jesus aconselha o seu anjo: “aconselho-te que de mim compres [...] colírio, para que vejas” (Ap 3.18).
Sabe onde poderá você encontrar o colírio recomendado pelo Senhor? Nas Sagradas Escrituras. Lendo-a, conseguimos ver todas as coisas perfeitamente (Sl 119.105).

CONCLUSÃO

Embora abastada e próspera, a orgulhosa Laodiceia não era rica diante de Deus. Voltemos à manjedoura! Enriqueçamo-nos daquEle que se fez pobre por amor de nós. Vençamos a mornidão espiritual, pois o Senhor Jesus promete-nos uma grande e verdadeira recompensa: “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3.21).


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Seção II- Promessas de Deus

                                                     QUANDO DEUS QUER AGIR

AGIR É:
Praticar ou efetuar alguma obra na qualidade de agente.Significa realizar, operar, atuar.

1.   O AGIR DE DEUS SOBRE A NATUREZA:

1.1- Ele criou a luz e separou-a das trevas
Deus mandou aparecer a luz  num momento em que havia trevas sobre toda a extensão do abismo , e a terra  
até então era sem forma e vazia. Deus viu que a luz era boa e, por isso , separou a luz das trevas (Gênesis 1.1-4).

1.2-Ele separou as águas 
No segundo dia, Deus fez separação entre águas, e águas e a expansão dos céus (Gênesis 1.5-8).


1.3-Ele criou a terra seca, os mares e as arvores
No terceiro dia afez a separação entre as águas e a terra seca, criou as árvores frutíferas segundo a sua  espécie, e o campo (Gênesis 1.9-a12).

2. O AGIR DE DEUS SOBRE AS ALMAS VIVENTES:

2.1- Deus criou os animais marinhos, os répteis e as aves
Tudo isto Deus criou no quinto dia após o aparecimento da luz(Gênesis 1.20-22). Deus amandou que as águas produzissem répteis com abundancia e que as aves se multiplicassem, conforme a sua especie (V.22), e ordenou , dizendo:" Frutificai e multiplicai-vos  , e enchei as águas dos mares:e as aves se multiplicarem na terra" (V.22).

2.2-  A criação dos animais e do homem
No sexto dia, o homem foi criado à imagem e à semelhança de Deus , e colocado como a coroa da criação. Em seis dias, criou Deus todo o universo e pôs nele o homem (VV.27,28).

3. NINGUÉM PODERÁ IMPEDIR  A OPERAÇÃO DO SENHOR:

3.1- Ninguém há que o possa resistir  (2 Crônicas 20.6);

3.2- Nenhum dos seus pensamentos pode ser impedido (Jó 42.2)


3.3- Deus falou, e tudo apareceu (Gênesis 1.3;Salmos 33.9).


CONCLUSÃO 


 A vida do homem sem Deus pode estar como a terra no seu estado original, sem forma , vazia e em trevas.Porém basta um agir do senhor para que tudo se torne luz, a vida tenha uma nova forma, um novo rumo , e esteja cheia do poder do espirito santo.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Seção II- Promessas de Deus

                                                    DEUS ESTÁ NO CONTROLE

INTRODUÇÃO

Nestes  dias de tantas tribulações, muitas  pessoas perderam a fé e não mais acreditaram que Deus está no  controle de todas as coisas.Mas aquele que é servo fiel continua de pé,confia inteiramente no senhor,previne-se contra as astutas ciladas do inimigo,crendo que
 o Deus que a  tudo controla o fará vitorioso.
                                                   CONTROLAR É:
Dominar,governar,exercer fiscalização sobre as atividades das pessoas,ou algum órgão,departamento ou produto,a fim de que não haja quebra das normas preestabelecidas.É também ter auto domínio físico e psíquico. 

1.   PRINCÍPIO FUNDAMENTAL PARA ENTENDER A DIMENSÃO DO
 CONTROLE DE DEUS SOBRE TUDO:
Somente Deus poderá interferir em todos momentos de nossa vida.Ele controla:

1.1-Satanás e os demônios
O senhor permitiu que Satanás destruísse tudo quanto era de Jó,
mas não permitiu tocar na vida desse patriarca (Jó 1.12).João, o evangelista, viu as chaves do abismo nas mãos do anjo.Cristo prendeu o dragão a antiga serpente (Apocalipse 20.1,2).

1.2- Os seus anjos
Os anjos são os mensageiros de Deus.Eles são usados como agentes nos negócios divinos (1Crônicas 21.15) e comparados como ministros (Hebreus 1.6,7).a

1.3- O Universo
Deus criou o mundo do poder da sua vontade(Isaías 45.12).
A palavra "criou", no primeiro capitulo de Genêsis, e traduzido pelo Hebraico "barah", que significa adar existência aquilo que previamente não tinha existência.

1.4- O homem
Deus rege do modo criador e ativo o desenvolvimento  da vida humana.Ele pessoalmente cuida do homem desde o primeiro  momento da vida deste.Traçou um  plano para o homem desde o frente de sua mãe (Salmos 139.13).

2. SE DEUS ESTA NO CONTROLE:

2.1- Ele permite a tribulação, pode dar também a vitoria (Oséias 6.1)
As tribulações acontece em nossa vida para nos amadurecer espiritualmente. Elas nos colocam mas perto de Deus.

2.2- Basta uma palavra dEle, e as janelas do céu se abrirão ( Lucas 7.7)
O centurião de Cafarnaum creu nas palavras de Jesus. Por isso, o seu criado foi curado. Nós também devemos crer e obedecer a Sua Palavra.

2.3-O crente deve entregar o seu caminho ao senhor ( Salmoa 37.4)
A Bíblia nos manda lançar  sobre o senhor.igualdade também o nosso  caminho,ou seja , o nosso  estilo  de vida  seguir as determinações  da palavra de Deus.




sábado, 14 de julho de 2012

1º Conferencia de Evangelização da IPRB de Descalvado

                                Tema: Deus esta Chamando os Excluídos  Romanos 3.23

dia 04/08                                                                                            


dia 05/08 subtitulo: O amor de Deus é para todos
Ministração Pr.João  Crisóstomo

dia 11/08                                                                                            

dia 12/08 subtitulo:Cristo esta te chamando
Ministração Presbitéro Maúro

dia 18/08                                                                                           


dia 19/08 subtitulo: Grande é o amor de Deus
Ministração Pr.Davidson

dia 25/08                                                                                          


dia 26/08 subtitulo: Amor verdadeiro
Ministração Missionaria Parpinelly

dia 01/09                                                                                          

dia 02/09 subtitulo:Deus chama os destituídos 
Ministração Pr.João Crisóstomo

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Filadélfia, a igreja do amor perfeito


TEXTO ÁUREO

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (1 Jo 2.5).

VERDADE PRÁTICA

Amar não é suficiente. É urgente que o nosso amor seja perfeito como perfeito é o amor com que Deus nos amou.

introdução
 
Palavra Chave
Filadélfia: Amor fraternal; amor entre irmãos.
 
Filadélfia não era tão importante quanto Éfeso, nem tão rica como Laodiceia. No entanto, possuía um amor que tirava forças da fraqueza. E, de sua pobreza temporal, extraía bens eternos para enriquecer o mundo. Se a igreja em Filadélfia tinha algum segredo, era o amor que ela santificava a Cristo.
A uma igreja amante como Filadélfia, o Amado abre uma porta que ninguém poderia fechar. Sim, Jesus escancara-lhe os portais da evangelização e da obra missionária, levando-a a avançar como Reino de Deus além de suas fronteiras. Quando a igreja local é amorosa, logo Deus a universaliza.
 
I. FILADÉLFIA, A CIDADE DO AMOR FRATERNAL
 
1. A história de Filadélfia. Filadélfia foi estabelecida pelo rei Átalos Filadelfos II de Pérgamo em 189 a.C. Ao construir a cidade, tinha como objetivo helenizar a região que, até aquela época, usava como língua comum, o gálico.
O território da bíblica Filadélfia é ocupado, hoje, pela cidade turca de Alasehir, situada a 130 quilômetros ao leste de Esmirna.
2. A igreja em Filadélfia. À semelhança das demais igrejas da Ásia Menor, Filadélfia também foi estabelecida ou pelo apóstolo Paulo, ou por algum membro de sua equipe (At 19.10). Poucas informações temos dessa congregação, que passaria à história como a igreja do amor fraternal. A essa igreja, endereçou o Senhor Jesus uma carta carinhosa e terna.
 

 
SINOPSE DO TÓPICO (I)
 
Filadélfia era a igreja do amor fraternal. Esta igreja não recebeu nenhuma repreensão do Senhor.
 

 
II. A IDENTIFICAÇÃO DO MISSIVISTA
 
Ao anjo da igreja em Filadélfia, apresenta-se o Senhor Jesus como aquele que é Santo e Verdadeiro (Ap 3.7). Somente alguém com essas credenciais far-se-ia digno de receber do Pai a chave da casa de Davi, para abrir-nos todas as portas da oportunidade (Is 22.22).
1. Jesus, o Santo de Deus (Ap 3.7). A santidade é um dos principais atributos de Cristo. Embora separado do pecado, Ele não se separou dos pecadores, mas ofereceu-se, amorosa e sacrificalmente, para salvar-nos de nossas iniquidades (Hb 2.14).
Se Ele é santo, de sua Igreja requer santidade e pureza (1 Pe 1.16). Portanto, Filadélfia deveria fazer-se notória também pela santidade, pois sem esta ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Sua igreja é santa? Ela segue a paz com todos?
2. Verdadeiro (Ap 3.7). Apresentando-se também como verdadeiro, o Senhor Jesus demanda de sua Igreja uma postura verdadeira e confessante. Filadélfia tinha tais características. Por isso, estava disposta a professar o nome de Cristo até o fim. Ela não se conformava com este mundo.
3. A chave da Casa de Davi. Jesus é o representante mais autorizado da casa de Davi, pois somente Ele reuniu as condições necessárias para exercer o tríplice ministério messiânico: profeta, sacerdote e rei (Sl 110.1-7). Dessa forma, ficou ao seu encargo a chave da Casa de Davi que, no Antigo Testamento, fora confiada a Eliaquim (Is 22.22-25).
Apresentando-se assim a Filadélfia, Ele deixa bem claro que, na expansão do Reino de Deus, nenhuma porta haverá de prevalecer contra a Igreja, porque Ele as abrirá (Mt 16.13-19). Portanto, se nos dispusermos a alcançar os confins da terra, certamente seremos bem sucedidos. O que estamos esperando? Aleluia! Não há portas fechadas aos que se dispõem a ganhar o mundo para Cristo.
 

 
SINOPSE DO TÓPICO (II)
 
Jesus se apresenta ao pastor da igreja em Filadélfia como aquele que é Santo e Verdadeiro. Filadélfia deveria fazer-se notória também pela sua santidade.
 

 
III. UMA IGREJA AMOROSA, PACIENTE E CONFESSANTE
 
Sendo rica em amor, Filadélfia era também abundante em obras e virtudes teológicas (Ap 3.8). Eis alguns traços da personalidade dessa igreja tão amorosa e tão amada:
1. Amar é a maior das obras. Embora nenhuma de suas obras haja sido particularizada por Cristo, a igreja em Filadélfia cumpria zelosa, e perseverantemente, os termos da Grande Comissão (Mt 28.19,20; At 1.8).
O que disso concluímos? Somente uma igreja amorosa se preocupa com a evangelização e com a obra missionária. Que exemplos temos nas igrejas da Macedônia (2 Co 8.1-6).
2. Força na fraqueza. Filadélfia não era uma igreja forte (Ap 3.8). Mas pela fé, sabia como tirar forças da fraqueza (Hb 11.34). Portanto, não importa se a sua igreja é pequena: faça grandes coisas para Deus. Ela é pobre? Enriqueça os miseráveis com o Evangelho de Cristo. Ela é desconhecida? Leve os pecadores a serem conhecidos como filhos diante do Pai.
3. Amorosa perseverança. Em meio às perseguições, Filadélfia jamais negou o nome do Senhor (Ap 3.8). Ela não capitulou diante do Império Romano, pois estava compromissada com o Reino de Deus.
Além das tribulações externas, a igreja em Filadélfia enfrentava, no âmbito doméstico, as investidas de um grupo denominado de sinagoga de Satanás (Ap 3.9). Tratava-se de uma gente herege e ímpia que, desfraldando impiamente a bandeira da Lei de Moisés, buscava anular a graça de Cristo. Paulo, aliás, tivera muitas dificuldades com esses indivíduos (Gl 1.1-7).
As dificuldades que os falsos obreiros causavam à Filadélfia não eram pequenas. Todavia, haveriam eles de reconhecer que a igreja, embora fraca, contava com um forte defensor: “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo” (Ap 3.9).
Estejamos, pois, tranquilos. Jesus batalha nossas batalhas e guerreia nossas guerras.
 

 
SINOPSE DO TÓPICO (III)
 
Filadélfia era uma igreja amorosa e paciente. Pela fé sabia como tirar forças da fraqueza.
 

 
IV. FILADÉLFIA NOS ÚLTIMOS DIAS
 
Enquanto Laodiceia existia para o aqui e o agora, Filadélfia tinha uma perspectiva escatológica verdadeiramente bíblica. Ela encarava com seriedade a iminência da volta de Jesus Cristo.
1. A iminência da volta de Jesus. Em sua carta à igreja em Filadélfia, o Senhor Jesus alerta-nos: “Eis que venho sem demora” (Ap 3.11). Nunca estas palavras fizeram-se tão urgentes quanto hoje. Basta ler os jornais, para se confirmar o cumprimento das profecias que preanunciam o arrebatamento da Igreja. Tenho certeza de que Filadélfia, ao receber tal exortação, alegrou-se muito, pois, amante como era, suspirava pelo Amado (2 Tm 4.8). E você? Ama realmente a volta do Senhor?
2. A Grande Tribulação. Muitas eram as tribulações que se abatiam sobre Filadélfia. De uma coisa, porém, sabia aquela amantíssima igreja: o Senhor não permitira viesse ela a ser alcançada pela Grande Tribulação. É o que nos promete Jesus: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap 3.10).
Não tenha medo. Antes que chegue a angústia, Jesus virá arrebatar-nos. E assim estaremos para sempre com o Senhor (1 Ts 4.13-17).
3. A coroa de glória. A igreja em Filadélfia já havia recebido sua inteira aprovação do Senhor. No entanto, haveria ela de mostrar-se vigilante e cuidadosa para que ninguém lhe furtasse o galardão: “Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11).
Está você vigilante e cuidadoso com o que lhe confiou Jesus? Não permita que o Diabo lhe roube no tempo os bens que o Senhor lhe preparou na eternidade (Ap 2.10).
 

 
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
 
A igreja em Filadélfia tinha uma perspectiva escatológica verdadeiramente bíblica, por isso encarava com seriedade a iminência da volta de Jesus Cristo.
 

 
CONCLUSÃO
 
Mantenhamo-nos fiéis. O Senhor Jesus não tarda. Em seu inconfundível amor, promete-nos: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome” (Ap 3.12).
Sabe você o que significa esta promessa? Além de termos o privilégio de morarmos nos céus por toda a eternidade, seremos lá tidos como ilustres. Sobre nós estará o nome de Deus, do Noivo e da Jerusalém Celeste.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Seção II- Promessas de Deus

                                                   Os Bons Projetos de Deus Para Sua Vida

INTRODUÇÃO
Ainda é grande o número de pessoas neste mundo que não conheceram os bons projetos de Deus para elas.Essas pessoas precisam saber que o Senhor as ama, quer mudar a sua vida para melhor e concretizar os sonhos de quem obedece a Ele.

1. ALGUNS ASPECTOS SOBRE OS BONS PROJETOS DE DEUS
1.1-Os bons projetos de Deus para Israel
Os projetos que Deus traçou para restaurar Israel terão o seu plano cumprimento no final da Grande Tribulação, quando Cristo descer no monte das oliveiras (Zacarias 14.4).

1.2-Os bons projetos de Deus para a Igreja
A Igreja é considerada o Israel de Deus. Ela se tornou também participante das promessas declaradas em Jeremias 29.11-14.
A Igreja, composta de novas criaturas em Cristo, é o  Israel de Deus (Gálatas 6.16).

1.3- Os bons projetos de Deus para o homem
aceitar Jesus e obedecer os mandamentos Bíblicos, como nova criatura em Cristo (2 Coríntios 5.17).

2.OS BONS PROJETOS DE DEUS A TRÊS PRINCIPAIS PERSONAGENS  DA HISTORIA  DO ANTIGO TESTAMENTO:

2.1-Os bons projetos de Deus para abraão
Deus prometeu abençoa-lo (Gênesis 12.1-3).Fazer dele uma grande nação (Gêneses 13.16).Os planos de Deus abrangeram tanto o povo de Israel como a humanidade (Gênesis 22.15-18)

2.2- Os bons projetos de Deus para Moisés
Em vez de desfrutar das regalias do palácio e aprimorar os seus conhecimentos que adquiria da avançada cultura egípcia, Moisés tornou-se um pastor de ovelhas, até finalmente ser chamado por Deus de forma extraordinária (Hebreus 11.24-27).

2.3- Os bons projetos de Deus para Davi
Deus prometeu a Davi:vitoria sobre seus inimigos (2 Samuel 3.18); consolidar o seu reino para sempre (2 Samuel 7.13).

3.COMO O CRISTÃO PODERÁ TOMAR POSSE DOS BONS PROJETOS DE DEUS PARA SUA VIDA:
3.1- Por meio de constante oração (Jeremias 29.12-14).

3.2-Por meio de um coração sincero (Jeremias 17.9-10).

3.3-Por meio da fidelidade à palavra de Deus (Hebreus 4.12).

CONCLUSÃO
Se o crente buscar ao senhor, mantiver a obediência aos mandamentos celestiais e o coração sincero, certamente a sua oração será respondida.Os bons projetos de Deus para sua vida serão concretizados e as vitorias alcançadas.

domingo, 8 de julho de 2012

Elaborações de Sermões:O Deus dos Montes e dos Vales

                                                                Introdução

O que significa as palavras "montes" e "vales" na vida cristã?Tanto um como outro nome tem um significado figurativo."Monte" significa triunfo, vitoria.Quanto a nossa vida está uma benção , quanto tudo é maravilha e tanto a nossa vida material como a espiritual transcorrem de acordo com as nossas expectativas, sentimo-nos no monte.Já os "vales" significam os montes de dificuldades que atravessamos em nossa caminhada nesta terra.
     
                                                             DEUS É:
Um ser infinito e existente por si mesmo.O início e o fim de todas as coisas. Revela-se na trindade santíssima como um ser uno, infinitamente perfeito,criados e regulados do universo.Teologicamente é caracterizado como Deus Pai,Deus Filho e Deus Espirito Santo.

            FAÇAMOS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LUGARES ALTOS:

1.1-Quem está em um lugar alto tem a sensação de superioridade
Observar panoramicamente tudo que  um lugar superior causa em nós: uma sensação de superioridade.Isto acontece quando vivemos uma situação de vantagem.

1.2-Para quem está em um lugar alto,os problemas tornam-se pequenos
Se olhar para baixo estando no alto de uma montanha, o crente verá que o rio parecera um filete de água, as pessoas, minúsculos insetos as árvores,gravetos .Tudo parecerá menor.

1.3-Quem está em um lugar alto esta mas seguro
A pessoa em um lugar alto sente-se segura.Na época das enchentes e temporais no pantanal mato-grossense, os donos de propriedades situadas em lugares altos alugam as terras para que os donos de rebanhos abriguem nelas o seu gado.

II. TRÊS VERDADES ESPIRITUAIS SOBRE OS LUGARES ALTOS:
                                                                                                                                           2.1-Satanás não tem medo de ninguém que está em lugar alto
O crente que jejua e ora intimida Satanás, porém não estará livre da tentação demoníaca
(1Corintios 10.12 Efésios 4.27).Podemos ser cheio do Espirito sando e do poder de Deus, mas não pensamos que isto vai atemorizar o diabo. O que devemos fazer é dobra a vigilância não abrindo nenhuma brecha para Satanás.

2.2-As grandes batalhas são travadas nos lugares altos
Nós devemos preparar-nos, como Elias, porque nos lugares altos é onde são travadas as batalhas.Este profeta travou sua maios batalha contra os profetas de Baal e  Aserá  no alto do monte carmelo (1Reis 18.19-40)

2.3-É Deus quem coloca o crente em lugares altos
Não é o crente que deve colocar-se em um lugar alto; Deus é quem o coloca no lugar alto.Do Senhor provém a vida e todas as demais coisas.Por Ele, vivemos, movemo-nos e existimos (Atos 17.25-28)

III. ALGUMAS LIÇÕES QUE O CRENTE PRECISA APRENDER SOBRE OS VALES
A pessoa que está vulnerável, perdida sem uma visão ampla.Quem está no vale precisa saber que:

3.1- Por mais profundo que seja o vale, o nosso  Deus sempre estará por cima dele
Deus revelou ao profeta Eliseu os segredos do Rei da Assíria (2 Reis  6.8-12). O exército assírio, então cercou a cidade onde estava este profeta para o prender.Porém Deus cercou e protegeu Eliseu com cavalos e carros de fogo (2  Reis 6.17), e feriu o exército assírio de cegueira(2 Reis 6.18).Isto porque Deus é mais alto do que os montes (Salmos 121.1-2).Entendemos que Eliseu estava em um lugar baixo, em um vale. e o exército do rei da Assíria estava no alto. Um trecho desta historia nos revela isto"E,como descerem a eles...''(2 Reis 6.18a).Porém , o exército de Deus estava em um lugar mas alto (2 Reis 6.17b).


3.2- É melhor está  com Deus no vale do que fica sem ele no monte
A questão e saber se Deus esta realmente com o crente  na luta na adversidade porque isto que faz a grande diferença. É Deus quem nos sustenta com a destra da sua justiça (Isaías 41.10). O choro pode durar uma noite,mas a  alegria vem pola manhã(Salmos30.5)

3.3- É no vale que são conquistadas as maiores vitorias Deus permite que o crente chegue ao fim do poço para lhe dar uma extrema demostração de que ama e cuida dele. A Bíblia prova isto ao relatar o confronto entre Davi e Golias. O exército dos filisteus estava em uma banda do monte e o exército de Israel em outra banda do monte, e entre  eles havia um vale (1 Samuel 17.3).

3.4- Deus socorre tanto nos montes como nos vales Em 2 Crônicas 20.15-17, a Bíblia relata mais grande vitoria no vale. O rei Josafá estava em grande apuro porque os amonitas e os moabitas haviam se reunidos para lutar contra Jerusalém. Deus, então mandou um profeta confortá-lo, e Israel foi vitoriosa.
                                                    CONCLUSÃO

É fundamental permanecermos na presença de Deus quanto estamos no vale da tribulação. Esperar com paciência orando e confiando que Ele estará com a sua Igreja todos os dias ate a consumação dos seculos. O senhor é o Deus dos montes e dos vales.

sábado, 7 de julho de 2012

Sardes, a igreja morta


TEXTO ÁUREO


Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14).

VERDADE PRÁTICA


Somente o Espírito Santo pode reavivar a Igreja e levá-la a posicionar-se como a agência por excelência do Reino de Deus.

introdução

Palavra Chave
Morte: Fim; desaparecimento gradual de qualquer coisa que se tenha desenvolvido por algum tempo.

A igreja em Sardes foi morrendo aos poucos até esvaziar-se por completo do Espírito Santo. Agora, já não passava de um cadáver. Mas aos olhos humanos, parecia bem viva. Assemelhava-se aos defuntos preparados em ricas funerárias. Bem maquiada e vestida ricamente, impressionava por sua vida sem vida. Ela, porém, já começava a cheirar mal.
Muitas igrejas, hoje, assemelham-se a Sardes. Morreram e não o sabem. Vivem do passado, pois já não existem no presente. Ao invés do registro do novo nascimento, o atestado de um óbito que poderia ter sido evitado. Era só angustiar-se por um avivamento.
Todavia, o Senhor Jesus quer reavivá-las. O Espírito Santo haverá de soprar-lhes a vida, para que se reergam neste vale de ossos sequíssimos. Somente um reavivamento ressuscitará as igrejas que, apesar de terem história, já não fazem história.

I. A IGREJA EM SARDES

1. A cidade de Sardes. A cidade de Sardes, por estar situada a quinhentos metros acima do nível do mar, considerava-se inexpugnável. Ela orgulhava-se também de seus fabulosos tesouros. Suas abundâncias vinham, em parte, do rio Pactolos, que lhe fornecia ouro e prata em grandes quantidades. Suas águas, de tão excelentes, eram tidas como indispensáveis à boa saúde.
Sardes fazia parte do Reino da Lídia, cujos monarcas tornaram-se notórios por sua magnificência. Haja vista o fabuloso Creso. Ascendendo ao trono no sexto século a.C, este rei acumulou tantos bens, que o seu nome veio a tornar-se sinônimo de riqueza. No mundo antigo, este ditado era corrente: “Rico como Creso”.
Quem visita, hoje, a Turquia, espanta-se com as ruínas de Sardes. Nem sombra há daquele reino que se elevava aos céus.
2. A igreja em Sardes. Fundada provavelmente pelo apóstolo Paulo, a igreja em Sardes exalava abundante vida. De um amontoado de gente oriunda de várias etnias, o Espírito Santo batizou a todos no corpo de Cristo (Rm 6.3). E apesar da diversidade cultural, todos agora achavam-se irmanados no Autor da vida (Nm 27.16; Jo 17.2; At 3.15).
Mas, não demorou muito, e Sardes começou a necrosar-se; morria e não percebia que estava morrendo (Ap 3.1).
Sardes, agora, vivia de aparências. Embora parecesse avivada, jazia sem vida. Sua liturgia até lembrava o cenáculo, mas não passava de uma bem ritmada marcha fúnebre. Este é o retrato de algumas igrejas. No exterior, a caiadura bela; no interior, o acúmulo de mortos (Mt 23.27). E os que ainda vivem já não suportam o mal cheiro dos que apodrecem moral e espiritualmente.


SINOPSE DO TÓPICO (I)

Situada em uma região próspera, a igreja de Sardes, outrora avivada, agora vive de aparência.


II. A IDENTIFICAÇÃO DO MISSIVISTA

À igreja em Sardes, apresenta-se Jesus como aquele que tem os sete Espíritos de Deus. Dessa forma, o Senhor realça a ação plena do Espírito Santo na Igreja de Cristo. Somente o Consolador pode vivificar uma igreja morta. Lembra-se do vale de ossos secos visto por Ezequiel? Se buscarmos a Deus, o Senhor Jesus assoprará sobre nós o seu Espírito. Cada osso com o seu osso se ajuntará; os nervos e tendões aparecerão e as carnes vestirão todos os esqueletos, prontificando-os como o poderoso exército de Jeová (Ez 37).
1. O que tem os sete Espíritos de Deus (Ap 3.1). Era urgente que Sardes soubesse: sem o Espírito Santo, a vida é impossível. Foi Ele quem transmitiu movimento e beleza a uma terra sem forma e vazia (Gn 1.1,2). No ventre da virgem de Nazaré, concebeu o Filho de Deus (Lc 1.35). E no Pentecostes, derramou-se sobre os discípulos (At 2.1-4). Sem o Espírito Santo, não há regeneração, pois o novo nascimento é operado por Ele (Jo 3.5). Se Sardes estava morta, carecia com urgência do Espírito da vida (Rm 8.2).
2. Os sete Espíritos de Deus. Existe apenas um único Espírito Santo (Ef 4.4). Sua ação, todavia, é tão perfeita e eficaz, que Isaías setuplamente o descreve: “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11.2). Através da sétupla ação do Espírito Santo, o Senhor Jesus traz novamente vida as igrejas que, à semelhança de Sardes, deixaram-se esvaziar de Deus.
3. As sete estrelas. Apresenta-se Jesus, também, como o soberano da Igreja. Tanto local, quanto universalmente, Ele é a cabeça da Igreja, pois resgatou-a com o seu precioso sangue (Ef 5.23; 1 Pe 1.17-19). Eis porque os pastores, no Apocalipse, são representados como as estrelas que se acham na destra do Cordeiro (Ap 1.20; 3.1). Portanto, se alguém quer brilhar, que brilhe nas mãos do Senhor como luz de um mundo que jaz no maligno.


SINOPSE DO TÓPICO (II)

O Espírito de Santo é aquele que pode vivificar uma igreja espiritualmente morta.


III. A DOENÇA E A MORTE DE UMA IGREJA

Aos olhos das demais igrejas, Sardes exibia-se bela e viva. Mas aos olhos de Cristo, não passava de um defunto bem produzido. Aliás, a sua certidão de óbito já estava lavrada com a explicitação da causa mortis.
1. Perda de memória. A primeira doença a atingir a igreja em Sardes foi a perda de sua memória espiritual. Embora vivesse do passado, já não conseguia lembrar-se do que recebera de Deus. A exortação do Senhor é urgente: “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te” (Ap 3.3).
A situação de Sardes era mais grave do que a de Éfeso. Esta igreja ainda podia lembrar-se do primeiro amor e voltar ao local onde caíra. Mas aquela, posto já estar morta, carecia de uma ressurreição; um grande e poderoso reavivamento. O Senhor Jesus, porém, tanto nos restaura a memória espiritual, como nos faz ressurgir dentre os mortos (Ef 5.14).
2. Desleixo. Esta foi a segunda doença de Sardes: desleixo. Embora não sejamos perfeitos, nossas obras têm de primar pela excelência. A igreja em Sardes, todavia, desprezando o padrão divino, fizera-se tão relapsa, que o Senhor já não a suportava: “Não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Ap 3.2).
No âmbito do Reino de Deus, a perfeição é o padrão mínimo aceitável, conforme recomenda o apóstolo: “se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria” (Rm 12.7.8). A perfeição na Igreja de Cristo só é possível se amarmos o Cristo da Igreja.
De que forma tratamos a Obra de Deus? Lembremo-nos da advertência de Jeremias: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente!” (Jr 48.10).
3. Descaso para com o remanescente fiel. No necrotério de Sardes, havia alguns crentes que ainda respiravam. E o Senhor estava preocupado com eles: “Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Ap 3.2). Jesus queria preservar a vida daqueles poucos homens e mulheres que não haviam contraído as moléstias deste século: orgulho, rebelião, adultério, fornicação, heresias, roubo, cobiça, calúnias.
É hora de confirmar os que ainda respiram. Confirmemo-los através da Palavra de Deus, da oração, da comunhão dos santos e do serviço evangelístico e missionário. Quanto aos que já morreram, que ouçam a voz de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14).


SINOPSE DO TÓPICO (III)

Apesar de morta espiritualmente, havia na igreja de Sardes alguns remanescentes fieis, e fervorosos.


CONCLUSÃO

Se o anjo da igreja em Sardes não cumprisse os seus deveres, teria o nome riscado do Livro da Vida: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3.5). Sabe o que isso significa? Separação eterna de Deus. Sim, desempenhar o ministério cristão de forma relapsa e profana pode levar o obreiro a comprometer a própria salvação. Muito cuidado!
Finalmente, irmãos, a Igreja de Cristo é lugar de vivos. Nosso Deus não é Deus de mortos (Mc 12.27).



domingo, 1 de julho de 2012

Livre Arbítrio - Um Escravo?


Livre Arbítrio - Um Escravo

"E não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5:40 ACF1)

Introdução
       Este texto é uma das grandes armas dos arminianos, montada no topo de suas muralhas, e é frequentemente descarregada com terrível barulho contra os pobres cristãos chamados calvinistas. Pretendo esta manhã bloquear esta arma, ou melhor, vira-la contra os opositores, porque ela nunca foi deles; não foi fundida na forja deles, mas foi planejada para ensinar uma doutrina exatamente oposta à que eles sustentam.
       Geralmente, quando este texto é utilizado, suas divisões são: Primeiro, que o homem tem uma vontade. Segundo, que ele é inteiramente livre. Terceiro, que os homens podem, por sua própria vontade, desejar vir a Cristo, caso contrário não serão salvos. Hoje, não utilizaremos tais divisões; mas nos empenharemos em dar uma olhada cuidadosa no texto; e não pelo simples fato de haver nele a palavra "querer" ou "não querer", nós sairemos com a conclusão de que ele ensina a doutrina do livre-arbítrio.
       Já foi provado além de qualquer controvérsia que o livre-arbítrio é um absurdo. A liberdade não pode pertencer à vontade, mais do que a medição poderia pertencer à eletricidade. São coisas completamente diferentes. Em livre-agência nós podemos crer, mas livre-arbítrio é simplesmente absurdo. É bem sabido por todos, que a vontade é direcionada pelo entendimento, movida por motivos, guiada por outras partes da alma, e é tida como algo secundário.
       A filosofia e a religião descartam de todo a idéia de livre-arbítrio; e vou tão longe quanto Martinho Lutero foi, em sua firme afirmação, quando diz que:
"se algum homem atribuir qualquer parte da salvação, mesmo a menor parte dela, ao livre-arbítrio do homem, ele nada sabe sobre a graça, e não conheceu a Jesus Cristo corretamente".       Martinho Lutero

       Esta pode parecer uma opinião rude; mas aquele que em sua alma crê que o homem vai, por sua própria vontade, voltar-se para Deus, não pode ter sido ensinado por Deus, pois que este é um dos princípios que nos são ensinados quando Deus inicia sua obra em nós, que não temos nem o querer, nem o poder, mas que ele concede ambos; que ele é o "Alfa e o Ômega" da salvação dos homens.

Nossos quatro pontos, esta manhã, serão:
Primeiro
       - que cada homem está morto, porque o texto diz: "E não quereis vir a mim para terdes vida".
Segundo
        - que há vida em Jesus Cristo: "E não quereis vir a mim para terdes vida".
Terceiro
        - que há vida em Cristo Jesus para todo aquele que a busca: "E não quereis vir a mim para terdes vida", implicando que todo aquele que vai terá vida.
Quarto
       - o ponto principal do texto está em que nenhum homem por sua própria natureza jamais irá a Cristo, porque o texto diz: "E não quereis vir a mim para terdes vida".

       Muito longe de afirmar que os homens por sua própria vontade, em algum momento, fariam tal coisa, ele categoricamente e claramente nega isto, e diz: "e NÃO QUEREIS vir a mim para terdes vida". Porque, amados, estou já quase pronto a exclamar: Têm os defensores do livre-arbítrio tão pouco conhecimento que ousam contrariar a inspiração? Não têm nenhum senso todos os que negam a doutrina da graça? Têm eles se afastado tanto de Deus, que forçam este texto para provar o livre-arbítrio; ainda que ele diga "e NÃO QUEREIS vir a mim para terdes vida"?

I. Primeiro, então, nosso texto implica QUE OS HOMENS POR NATUREZA ESTÃO MORTOS.
       Ninguém precisa ir em busca de vida se já tem vida em si mesmo. O texto fala muito fortemente quando declara: "e não quereis vir a mim para terdes vida". Apesar de não dizê-lo com palavras, ele afirma, com efeito, que os homens precisam de uma vida além da que têm em si mesmos. Meus ouvintes, nós todos estamos mortos a não ser que tenhamos sido gerados para uma viva esperança.

Morte Legal (Jurídica)
       Primeiro, em nós mesmos, em nossa natureza, estamos todos legalmente mortos:

"no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn. 2:17) disse Deus a Adão.

       E embora ele não tenha morrido fisicamente naquele instante, ele morreu legalmente: isto quer dizer que a morte foi decretada contra ele.
       No momento em que, no Old Bailey, o juiz veste a capa preta e pronuncia a sentença, o homem é considerado morto pela lei. Talvez possa se passar um mês antes de ele ser trazido ao cadafalso para sofrer a sentença da lei, no entanto, a lei já o considera um homem morto. É-lhe impossível fazer qualquer transação. ele não pode herdar, nem deixar em herança os seus bens; ele não é nada - é um homem morto. A nação de nenhum modo o considera como se estivesse vivo. Havendo uma eleição - não lhe é pedido o seu voto, porque ele é considerado legalmente morto. ele está trancado em sua cela de condenação e está morto.
       Ah! E vocês incrédulos pecadores, que nunca tiveram vida em Cristo, que estão vivos nesta manhã, por uma suspensão temporária da sentença, não sabem que estão legalmente mortos? Que Deus os considera assim, que no dia que seu pai Adão comeu o fruto, e quando vocês próprios pecaram, Deus, o Eterno Juiz, colocou sobre Si a capa preta e os condenou? Vocês falam poderosamente de sua própria firmeza, e bondade, e moralidade: mas, onde estão elas?
       As Escrituras dizem que vocês "já estão condenados" (Jo. 3:18). Não têm que esperar para serem condenados no dia do juízo final - ali será a execução da sentença - vocês "já estão condenados". No momento em que pecaram, seus nomes foram escritos no livro negro da justiça: todos foram então sentenciados, por Deus, à morte, exceto se alguém encontrar um substituto para si, por causa dos seus pecados, na pessoa de Cristo.
     O que vocês pensariam se fossem à prisão de Old Bailey, e vissem o criminoso condenado sentado em sua cela, rindo e feliz? Vocês diriam: "O homem é um tolo, pois está condenado e está para ser executado: no entanto, quão contente ele está!". Ah, e quão tolo é o homem mundano que, enquanto a sentença está sendo registrada contra ele, vive em divertimento e alegria!
       Vocês pensam que a sentença de Deus não tem efeito? Pensam que seu pecado, que está gravado com ponteiro de aço nas rochas para sempre, não tem horrores em si mesmo? Deus disse que vocês já estão condenados. Se pudessem tão somente sentir isto, o amargor se misturaria às suas doces taças de alegria; suas danças parariam. O riso se extinguiria com um suspiro, se vocês se lembrassem que já estão condenados. Todos nós deveríamos chorar se compreendêssemos em nossas almas que por natureza não temos vida aos olhos de Deus. Estamos verdadeiramente, positivamente, condenados; a morte está decretada contra nós, e somos considerados, agora, em nós mesmos, aos olhos de Deus, tão mortos quanto se já tivéssemos sido lançados no inferno: estamos condenados aqui pelo pecado. Ainda não sofremos a penalidade por ele, porém, ela está escrita contra nós, e estamos legalmente mortos, e não podemos encontrar vida, a menos que possamos achar vida legal na pessoa de Cristo, e isto logo.

Morte Espiritual
       Mas, além de estarmos legalmente mortos, estamos também espiritualmente mortos. Isso porque a sentença não somente foi lavrada no livro, mas também no coração e entrou na consciência, operou na alma, no julgamento, na imaginação e em tudo: "... porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás", esta sentença não foi cumprida somente pelo decreto, mas também por algo que aconteceu em Adão.
       Assim como num certo momento, quando este corpo morrer, o sangue parará, o pulso cessará e a respiração não virá mais aos pulmões, assim também no dia em que Adão comeu do fruto, sua alma morreu; sua imaginação perdeu seu poder de ascender às coisas celestiais e ver o céu, sua vontade perdeu para sempre seu poder de escolher aquilo que é bom, seu julgamento perdeu toda a sua habilidade de julgar entre o certo e o errado decidida e infalivelmente. Ainda que algo tenha sido retido na consciência, sua memória tornou-se corrompida, propensa a reter as coisas más, e a deixar as coisas virtuosas deslizarem para longe, todo o poder que tinha cessou quanto à sua vitalidade moral. A bondade era a vitalidade do seu poder - isso se foi. Virtude, santidade, integridade, estas eram a vida do homem, e quando se foram o homem tornou-se morto. E agora, todo homem, no que concerne às coisas espirituais, "está [espiritualmente] morto em ofensas e pecados" (Ef. 2:1). Também a alma não esta menos morta, em um homem carnal, que o corpo quando depositado no túmulo: ela está verdadeira e positivamente morta - não por metáfora, porque Paulo não fala por metáforas quando afirma: "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados".
       Mas, meus ouvintes, novamente, eu gostaria de poder colocar este assunto em seus corações. Foi suficientemente ruim quando descrevi a morte como tendo sido decretada: porém, agora eu falo dela, como tendo de fato acontecido nos seus corações.
       Vocês não são o que eram antes: não são o que eram em Adão, nem o que foram gerados. O homem foi criado puro e santo. Vocês não são as criaturas perfeitas das quais alguns se gloriam, todos são totalmente caídos, todos se desviaram do caminho, tomando-se corruptos e sujos. Oh, não ouçam o canto da sereia daqueles que falam da dignidade moral e do elevado estado de vocês no tocante à salvação. Vocês não são perfeitos: aquela importante palavra, "ruína", está escrita em seus corações, e a morte está estampada em seus espíritos.
      Não imagine, oh homem moral, que poderá ficar de pé diante de Deus em sua moralidade, pois você não é mais do que uma carcaça embalsamada em legalismo, um defunto enfeitado em finas roupas, porém não obstante corrompido aos olhos de Deus. E não pense, oh você possuidor de uma religião natural, que poderá por sua própria força e poder, se fazer aceitável a Deus. Porque, homem, você está morto! E você pode vestir o morto tão gloriosamente quanto quiser, porém isso ainda seria um enorme esforço em vão.
       Lá jaz a rainha Cleópatra - coloque a coroa em sua cabeça, cubra-a em vestes reais, deixe-a sentar com pompa: mas, que calafrio você sente quando passa por ela. Hoje ela está bela, mesmo em sua morte - mas quão terrível é ficar junto a um morto, mesmo uma rainha morta, celebrada por sua majestosa beleza! Assim, você pode ser magnífico em sua beleza, sua cortesia, e amabilidade, e graciosidade! Você coloca a coroa da honestidade sobre a sua cabeça, e coloca sobre você todas as vestes de honra, mas a não ser que Deus o tenha vivificado, oh homem, a não ser que o Espírito tenha tratado com a sua alma, você é tão detestável aos olhos de Deus, quanto o cadáver frio é repugnante a você.
       Você não escolheria viver com um morto assentado à sua mesa, nem Deus tem prazer em que você esteja diante de seus olhos. ele fica irado com você todos os dias, porque você está em pecado - você está em morte. Oh! Creia nisto, coloque isto em sua alma! Aproprie-se disto, porque é bem verdade que você está morto, tanto espiritualmente quanto legalmente.

Morte Eterna
       O terceiro tipo de morte é a consumação dos outros dois tipos. É a morte eterna. É a execução da sentença legal e a consumação da morte espiritual. A morte eterna é a morte da alma; ela acontece após o corpo ter morrido, após a alma ter saído do corpo. Se a morte legal é terrível, ela o é devido às suas conseqüências; e se a morte espiritual é horrível, ela o é devido ao que vem depois dela. As duas mortes das quais falamos são as raízes, e a morte que virá é a sua flor!
       Oh, se eu tivesse palavras para descrever a você nesta manhã o que é a morte eterna: A alma compareceu ante seu Criador; o livro foi aberto; a sentença foi declarada: "Apartai-vos malditos" (Mt. 25:41), e ela sacudiu o universo, e fez com que as próprias estrelas se escurecerem com a desaprovação do Criador; a alma se foi às profundezas onde habitará com as outras em morte eterna.
       Oh! Quão horrível é sua situação agora. Seu leito é um leito de chamas; as visões que tem são visões assassinas que aterrorizam seu espírito; os sons que ouve são gritos, e choros, e lamentos, e gemidos; tudo que seu corpo conhece é o infligir de dores lancinantes! Tem a indescritível aflição do sofrimento que não diminui. A alma olha para cima. A esperança está extinta - se foi. Olha para baixo, em medo e pavor: o remorso toma conta dela. Olha à sua direita, e as impenetráveis paredes da morte a mantêm dentro dos limites da tortura. Olha à sua esquerda, e há uma barreira de fogo ardente que impede o crescimento de qualquer especulação de fuga que seja sonhada. Olha para seu interior e busca por consolação ali, mas um verme destruidor já entrou em sua alma. Ela olha em volta, não tem amigos que a ajudem, nem consoladores, mas atormentadores em abundância. Não tem nenhuma esperança de libertação; já ouviu a eterna chave do destino fechando a terrível prisão, e viu Deus tomar a chave e jogá-la nas profundezas da eternidade, para nunca mais ser encontrada. Sem esperança, desconhece o escape, não conjectura libertação; suspira por um fim, mas a morte é por demais um adversário para estar ali; deseja ardentemente que a não existência a possa tragar, mas a morte eterna é pior que o aniquilamento. Anseia pelo extermínio como o trabalhador pelo dia de descanso; deseja profundamente que possa ser engolida pelo nada, assim como o escravo da galé deseja sua liberdade que nunca chega. Está eternamente morta.
       Mesmo quando a eternidade já tiver dado incontáveis voltas em seus ciclos eternos a alma ainda continuará morta. Para todo o sempre não achará fim; a eternidade não pode ser descrita a não ser em termos da própria eternidade. Ainda assim, a alma vê escrito sobre sua cabeça: "tu és maldita para sempre". Ela ouve gritos que serão perpétuos; vê as chamas que não podem ser apagadas; conhece as dores que não terão alivio; ouve uma sentença que ruge não como um trovão da terra que logo cessa, mas, que prossegue, e prossegue, e prossegue, estremecendo em ecos pela eternidade - fazendo milhares de anos tremerem outra vez com o terrível estrondo do seu aterrorizante som: "Apartai-vos! Apartai-vos! Apartai-vos malditos!" Esta é a morte eterna.

II. Segundo, EM CRISTO JESUS HÁ VIDA,
       Porque ele diz: "e não quereis vir a mim para terdes vida". Não há vida em Deus o Pai para o pecador; não há vida em Deus o Espírito para o pecador separado de Jesus. A vida do pecador está em Cristo. Se vocês tomarem o Pai à parte do Filho, apesar dele amar Seus eleitos e decretar que eles viverão, ainda assim a vida está somente em seu Filho. Se tomarem Deus o Espírito à parte de Jesus Cristo, apesar de ser o Espírito quem nos dá vida espiritual, ainda assim a vida está em Cristo, a vida está no Filho. Não nos atrevemos e não podemos requerer vida espiritual, em primeiro lugar, nem de Deus o Pai, ou de Deus o Espírito Santo. A primeira coisa a que somos levados quando Deus nos tira do Egito é a comer a Páscoa - a primeiríssima coisa. Os primeiros meios pelos quais recebemos vida consistem em nos alimentarmos da carne e do sangue do Filho de Deus; vivendo nele, confiando nele, crendo em Sua graça e poder.
       Nosso segundo pensamento foi que - há vida em Cristo. Mostraremos a você que há três tipos de vida em Cristo, assim como há três tipos de morte.

Vida Legal (Jurídica)
      Primeiro há vida legal em Cristo. Assim como todo homem, em sua natureza, considerado em Adão, teve uma sentença de condenação atribuída a ele no momento do pecado de Adão, e mais especificamente, no momento de sua própria primeira transgressão, do mesmo modo se eu for um crente, e você, se confiar em Cristo, teremos uma sentença de absolvição atribuída a nós através daquilo que Jesus Cristo fez. Ó pecador condenado! Você pode estar sentado aqui esta manhã tão condenado quanto um prisioneiro em Newgate2, mas antes deste dia terminar poderá estar tão livre de culpa quanto os anjos lá do alto.
      Existe de fato uma vida legal em Cristo, e, Bendito seja Deus! Alguns de nós a desfrutamos. Sabemos que nossos pecados estão perdoados porque Cristo sofreu o castigo por eles. Sabemos que nós mesmos nunca seremos punidos, porque Cristo sofreu em nosso lugar.
       A Páscoa foi sacrificada por nós: as ombreiras e a verga das portas foram espargidos, e o anjo destruidor nunca nos tocará. Para nós não há inferno; mesmo que ele arda com terrível chama. Não importa que o Tofete3 esteja preparado desde há muito tempo, não importa que sua pilha seja de madeira e que haja muita fumaça, nós nunca iremos para lá - Cristo morreu por nós, em nosso lugar. E se houver rodas para horríveis torturas? Ou se houver uma sentença produzindo a mais horrenda reverberação do som de trovões? Ainda, nenhuma roda, ou calabouço, ou trovão, são para nós! Em Cristo Jesus somos libertos agora.

"Portanto, AGORA nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Rm. 8:1).

       Pecador! Você está legalmente condenado nesta manhã? Sente isso? Então, deixe-me dizer-lhe que a fé em Cristo lhe dará o conhecimento de sua absolvição legal. Meu amigo, não é nenhuma fantasia que estamos condenados por nossos pecados, isto é uma realidade. Portanto, tampouco é fantasia que fomos absolvidos de nossos pecados, isto é uma realidade. Um homem prestes a ser enforcado, se recebesse pleno perdão, sentiria isso como uma grande realidade, ele diria: "eu recebi total perdão, agora não posso ser tocado". É exatamente assim que me sinto.

"Agora livre do pecado eu ando longe da prisão,
O sangue do Salvador é minha completa libertação,
Aos Seus amados pés me deito,
Um pecador salvo, minha homenagem deixo".

       Irmãos, nós ganhamos vida legal em Cristo, e uma vida legal tal que não a podemos perder. A sentença foi contra nós no passado - agora tudo mudou. Está escrito: "portanto, AGORA NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ", e esse "agora" valerá para mim daqui a cinqüenta anos, tanto quanto vale hoje. Não importa o momento que vivemos, ainda estará escrito: "portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus".

Vida Espiritual
       Então, em segundo lugar, há vida espiritual em Cristo Jesus. Como o homem está espiritualmente morto, Deus tem vida espiritual para ele, porque não há nenhuma necessidade que não seja suprida por Jesus, não há vazio no coração que Cristo não possa preencher: não há um ermo que ele não possa povoar, não há deserto que ele não possa fazer florescer como a rosa.
       Ó vocês, pecadores mortos, espiritualmente mortos, há vida em Cristo Jesus, pois nós a temos visto - sim, estes olhos viram - os mortos vivem de novo: nós conhecemos um homem cuja alma era completamente corrompida, e que pelo poder de Deus seguiu pelo caminho da justiça; conhecemos um homem cuja forma de ver as coisas era carnal, cujas concupiscências eram poderosas, cujas paixões eram fortes, e que, de repente, por um irresistível poder do céu, consagrou a si mesmo a Cristo, e tornou-se um filho de Deus.
       Sabemos que há vida em Cristo Jesus, vida de natureza espiritual; sim, mais ainda, nós mesmos, em nós mesmos, temos sentido que há vida espiritual. Podemos bem nos lembrar quando nos sentamos na casa de oração, tão mortos quanto os bancos nos quais estávamos sentados. Havíamos ouvido por muito tempo o som do evangelho, mas nenhum efeito se seguiu, quando de repente, como se os nossos ouvidos tivessem sido abertos pelos dedos de um poderoso anjo, um som entrou em nossos corações. Pensamos ter ouvido Jesus dizer:

"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça" (Mt. 13:9).

      Uma mão irresistível se colocou sobre nosso coração e espremeu dele uma oração. Nunca havíamos feito antes uma oração como esta. Nós clamamos:

"Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" (Lc. 18:13).

       Alguns de nós sentimos a mão de Deus nos apertando durante meses, como se tivéssemos sido apanhados num torno, e as nossas almas sangraram gotas de angústia. Essa miséria era um sinal de vida se iniciando. As pessoas quando estão se afogando não sentem tanta dor como quando estão sendo restabelecidas. Oh, nós nos lembramos daquelas dores, daqueles gemidos, daquela luta que nossa alma travava quando viemos a Cristo. Ah! Podemos nos lembrar do receber nossa vida espiritual, tão facilmente quanto poderia um homem que fosse ressurrecto do túmulo. Podemos supor que Lázaro tivesse lembrança de sua ressurreição, mesmo que não de todos os detalhes dela. Assim, apesar de termos nos esquecido de muitos detalhes, podemos lembrar de nós nos entregando a Cristo. Podemos dizer a cada pecador, mesmo morto, que há vida em Cristo Jesus, mesmo que você esteja apodrecido e corrompido em seu túmulo espiritual. Aquele que ressuscitou Lázaro, também nos ressuscitou; e ele pode dizer, mesmo a você: "Lázaro, sai para fora" (Jo. 11:43).

Vida Eterna
       Em terceiro lugar, há vida eterna em Cristo Jesus. E, ah, se a morte eterna é terrível, a vida eterna é abençoada; porque ele disse:

"Onde eu estiver, ali estará também o meu servo" (Jo. 12:26).

"Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória" (Jo. 17:24).

"E dou [às minhas ovelhas] a vida eterna, e nunca hão de perecer" (Jo. 10:28).

       Agora, qualquer arminiano que pregasse a partir desse texto precisaria comprar um par lábios de borracha da Índia, porque estou certo que ele precisaria esticar sua boca estupendamente, pois nunca seria capaz de dizer toda a verdade sem se enrolar de um modo muito misterioso.
       Vida eterna - não uma vida que estão a ponto de perder, mas vida eterna. Se eu perdi a vida em Adão, eu a ganhei em Cristo; se em Adão me perdi para sempre, em Cristo Jesus me encontro para sempre. Vida eterna! Oh, que pensamento abençoado! Nossos olhos reluzirão com gozo e nossas almas descansarão em êxtase com o pensamento de que temos vida eterna. Apaguem-se estrelas! Ponha Deus Seu dedo sobre nós - mas minha alma viverá em felicidade e gozo. Apaga seu olho, ó sol! - mas meus olhos "verão o Rei em Sua formosura" quando teu olho não mais fizer a verde terra sorrir. E lua, torne-se sangue! - mas meu sangue jamais se tornará em nada; este espírito ainda existirá quando você tiver deixado de existir. E você grande mundo! - poderá de todo cessar, assim como uma espuma momentânea desaparece de sobre a onda que a suporta, mas eu tenho vida eterna. Ó tempo! - você poderá ver montanhas gigantescas serem mortas ou escondidas em suas covas; poderá ver as estrelas como figos muito maduros, caírem da árvore; mas nunca, jamais verá meu espírito morto.

III. Isto nos traz ao terceiro ponto: que A VIDA ETERNA É DADA A TODOS QUE VÊM BUSCÁ-LA.
       Nunca houve um homem sequer que tenha vindo a Cristo buscar por vida eterna, por vida legal, por vida espiritual, e que já não a tenha recebido, em algum sentido, e foi-lhe manifestado que a tinha recebido logo após ter vindo. Vamos considerar um ou dois textos.

"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus" (Hb. 7:25).

       Todo homem que se chega a Cristo, verá que ele é capaz de salvá-lo - não apenas de salvá-lo um pouco, libertá-lo de um pequeno pecado, livrá-lo de uma pequena tentação, carregá-lo por um pouco e então deixá-lo cair - mas, capaz de salvá-lo da completa extensão de seu pecado, de todo o tamanho de suas tentações, de toda a profundidade de suas tristezas, por toda a duração de sua existência. Cristo diz a todo aquele que vem a ele: "Venha, pobre pecador, não precisa perguntar se tenho poder para salvar. Eu não perguntarei quão longe você foi em seu pecado; Eu posso salvá-lo em toda a sua extensão". E ninguém na terra pode ir além da extensão de Deus.

Todos os que vêm são recebidos
       Agora vejamos outros textos:

"O que vem a mim [observem que as promessas são quase sempre aos que vêm] de maneira nenhuma o lançarei fora" (Jo. 6:37).

       Todo homem que vem encontrará a porta da casa de Cristo aberta - e a porta do Seu coração também. Todo homem que vem - digo isto no sentido mais amplo - descobrirá que Cristo tem misericórdia dele. O maior absurdo do mundo é querer ter um evangelho mais amplo do que aquele registrado nas Escrituras. Eu prego que cada homem que crê será salvo - que cada homem que vem encontrara misericórdia. As pessoas me perguntam: "Mas, suponha que um homem venha, e que não tenha sido escolhido, ele seria salvo?" Você está supondo um absurdo, e eu não vou lhe dar uma resposta. Se um homem não for escolhido ele nunca virá. Quando ele vem é uma prova segura de que foi escolhido. Outro diz: "Suponha que alguém vá a Cristo, e que não tenha sido chamado pelo Espírito". Espere, meu irmão, essa é uma suposição que você não tem o direito de fazer, porque tal coisa não pode acontecer; você só diz isso para me embaraçar, mas não vai fazer isso agora. Eu digo que cada homem que vem a Cristo será salvo. Eu posso dizer isso como um calvinista, ou como um hiper-calvinista, tão claramente quanto você pode dizê-lo. Não tenho nada que estreite o evangelho que você tem; somente meu evangelho está sobre uma fundação sólida, enquanto o seu está edificado sobre nada além de areia e corrupção.

"Cada homem que vem será salvo, porque ninguém pode vir a mim se o Pai não o trouxer" (Jo. 6:44).

       "Mas", diz alguém: "suponha que todo mundo viesse, Cristo iria receber a todos?" Certamente, se todos viessem seriam todos recebidos; contudo eles não virão. Mas, lhe digo que todos os que vêm - são recebidos; mesmo que fossem tão maus quanto demônios, Cristo os receberia; mesmo se tivessem todos os pecados e imundícies correndo em seus corações, como dentro de um esgoto comunitário do mundo inteiro, Cristo ainda assim os receberia.

Cristo recebe somente os que vêm
       Outro diria: "Quero saber sobre o restante das pessoas. Posso sair e dizer-lhes - Cristo morreu por cada um de vocês? Posso dizer - há justiça para cada um de vocês, há vida para cada um de vocês?" Não, você não pode dizer isso. Você pode dizer - há vida para cada homem que vier. Mas, se você disser que há vida para cada um daqueles que não crêem, você está proferindo uma perigosa mentira. Se você disse a eles que Jesus Cristo foi punido por seus pecados, e ainda assim eles se perderem, você intencionalmente disse algo falso.
       Pensar que Deus poderia punir a Cristo e depois também punir a eles - surpreendo-me com seu atrevimento em dizer isto com tal descaramento! Certa vez um homem estava pregando que haveria harpas e coroas no paraíso para toda a sua congregação; e então ele concluiu de uma forma muito séria e triste: "Meus queridos amigos, há muitos para os quais estas coisas estão preparadas, mas que não chegarão lá". De fato, ele fez uma narrativa tão lastimável, que de fato deveria ter chorado; mas eu lhes digo por quem ele deveria ter chorado - deveria ter chorado pelos anjos do paraíso e por todos os santos, porque isto teria arruinado o paraíso completamente.
       Quando vocês se reúnem no Natal, se tivessem perdido seu irmão Davi, e seu assento estivesse vazio, vocês diriam: "Bem, nós sempre gostamos do Natal, mas agora há um lado negativo nele - o pobre Davi está morto e enterrado!" Agora, imaginem os anjos dizendo: "Ah! Este é um belo Paraíso, mas não gostamos de ver todas aquelas coroas lá com teias de aranha; não suportamos ver aquela rua desabitada! Não podemos olhar para além e ver os tronos vazios!" E então, aquelas pobres almas, poderiam começar a dizer umas às outras: "Nenhum de nós está a salvo aqui, porque a promessa foi - Eu dou às minhas ovelhas a vida eterna - e há muitas delas, às quais Deus deu vida eterna, no inferno; há um número delas, pelas quais Cristo derramou seu sangue, que estão queimando no abismo, e se elas podem ser mandadas para lá, nós também podemos. Se nós não podemos confiar em uma promessa, não podemos confiar em outra". Deste modo, o Paraíso perderia sua fundação e desabaria. Fora com seu evangelho sem sentido! Deus nos dá um evangelho seguro e sólido, construído sobre os procedimentos e relacionamentos da aliança, sobre propósitos eternos e cumprimentos seguros.

IV. Isto nos traz ao quarto ponto, QUE POR SUA PRÓPRIA NATUREZA, NENHUM HOMEM VIRÁ A CRISTO,
       Porque o texto diz: "Não quereis vir a mim para terdes vida". Afirmo sob a autoridade da Escritura registrada em meu texto, que vocês não irão desejar vir a Cristo, para que tenham vida. Eu lhes digo, que eu poderia pregar a vocês pela eternidade a fora, e poderia tomar emprestada a eloqüência de Demóstenes ou de Cícero, contudo vocês não viriam a Cristo. Posso implorar a vocês de joelhos, com lágrimas em meus olhos, e lhes mostrar os horrores do inferno e as delícias do paraíso, a suficiência de Cristo, e sua própria condição de perdidos, mas nenhum de vocês viria a Cristo por si mesmo, a não ser que o Espírito que está em Cristo o atraísse. É um fato que nenhum homem em sua condição natural virá a Cristo.
       Mas, parece que estou ouvindo outro destes faladores perguntando: "Mas, eles não podem vir se assim quiserem?" Meu amigo, vou lhe responder isto em outro momento. Porque esta não é a questão desta manhã. Estou tratando de se eles quereriam vir, não se poderiam vir. Vocês notarão que sempre que falarem sobre livre-arbítrio, o pobre arminiano, em dois segundos começará a falar sobre poder, é que ele mistura dois assuntos que deveriam estar separados. Nós não iremos tomar dois assuntos ao mesmo tempo; se possível, declinamos de lutar com dois ao mesmo tempo. Outro dia nós pregaremos sobre este texto:

"Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer" (Jo. 6:44).

       Assim, é somente sobre a questão da vontade que estamos tratando agora; e é certo que os homens não querem vir a Cristo, para que tenham vida.
       Podemos provar este ponto a partir de muitos textos das Escrituras, porém usaremos uma parábola: Vocês se lembram da parábola onde um certo rei deu uma festa para seu filho, e convidou um grande número de pessoas para vir; os bois e os animais cevados foram mortos, e ele enviou seus mensageiros chamando a muitos para a ceia. Eles foram à festa? Ah, não! mas todos eles, à uma, começaram a se desculpar. Um dizia que havia se casado, e portanto não poderia vir, mesmo considerando que ele poderia ter levado a esposa consigo. Outro havia comprado uma junta de bois, e foi experimentá-los; mas a festa era à noite, e ele não poderia experimentá-los no escuro. Outro havia comprado um pedaço de terra, e desejava vê-lo; mas não creio que ele tenha ido vê-lo com uma lanterna. Assim, todos deram desculpas e não foram. Bem, o rei estava determinado a ter a festa; assim, disse: "Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e..." convide - espere! não disse convide - mas "traze-os aqui"; porque mesmo os mendigos de rua jamais teriam vindo se não fossem compelidos.
     Tomemos outra parábola: - Um certo homem tinha uma vinha; na estação determinada ele enviou um de seus servos para receber o aluguel. O que fizeram com ele? Espancaram aquele servo. Ele enviou outro; e eles o apedrejaram. Ele enviou outro ainda e eles o mataram. E, por fim, disse: "Vou enviar-lhes meu filho, eles o respeitarão". Mas, o que fizeram? Disseram: "Este é o herdeiro, matemo-lo, e o lancemos fora da vinha". E assim fizeram. É o mesmo que acontece, por natureza, com todos os homens. O Filho de Deus veio, entretanto os homens o rejeitaram. "Não quereis vir a mim para terdes vida".

A doutrina da Queda
       Tomaria muito tempo mencionarmos ainda outras provas das Escrituras. Vamos, contudo, nos referir à grande doutrina da queda. Qualquer um que acredita que a vontade do homem é inteiramente livre, e que pode ser salvo por meio dela, não acredita na queda. Como eu algumas vezes lhes tenho dito, poucos pregadores crêem plenamente na doutrina da queda, ou então crêem que quando Adão caiu quebrou o dedinho, e não que quebrou o pescoço e arruinou sua raça. Porque, amados, a queda quebrou o homem inteiramente. Ela não deixou nenhuma estrutura intacta; todas foram quebradas, degradadas, e manchadas; como em um templo poderoso, os pilares precisam estar lá: a coluna, o pilar, e a pilastra devem estar lá; mas foram todos quebrados, ainda que alguns deles ainda retenham seu formato e posição. A consciência do homem algumas vezes retém muito de sua ternura - mesmo tendo caído.
       A vontade, também não ficou isenta. E se ela for o "Senhor Governador da Alma Humana" como Bunyan a chamava? - O Senhor Governador erra. O Senhor Vontade-Seja-Feita está continuamente errando. Sua natureza caída está enguiçada; sua vontade, entre outras coisas, tem claramente se afastado de Deus. Mas, lhes digo qual será a melhor prova disso: é o fato relevante de que, em suas vidas, vocês nunca encontraram um Cristão que lhes tenha dito que veio a Cristo, sem que antes Cristo tivesse ido a ele.

Não há orações arminianas
       Vocês têm ouvido uma quantidade grande de sermões arminianos, ouso dizer, mas vocês nunca ouvirão uma oração arminiana - porque os santos em oração se mostram iguais em palavra, ação e mente. Um arminiano de joelhos orará tão fervorosamente, quanto um calvinista. Ele não pode orar sobre o livre-arbítrio; não há espaço para isso. Imagine-o orando: "Senhor, eu te agradeço porque não sou como aqueles pobres e presunçosos Calvinistas. Senhor, eu nasci com o glorioso livre-arbítrio; Nasci com o poder pelo qual posso me voltar para ti por mim mesmo; tenho acrescido minha graça. Se todos tivessem feito com suas graças o mesmo que fiz com a minha, todos poderiam estar salvos agora. Senhor, eu sei que o Senhor não nos faz propensos a ti se nós mesmos não nos dispusermos a isto. Deste graça a todos; alguns não a cultivaram, mas eu a cultivei. Há muitos que irão para o inferno, mesmo estando tão comprados pelo sangue de Cristo quanto eu estou; tiveram tanto do Espírito Santo quanto me foi dado; tiveram uma boa chance, e foram tão abençoados quanto eu fui. Não foi a tua graça que nos fez diferentes; sei que ela fez muito, mas eu é que mudei de direção; eu fiz uso do que me foi dado, e os outros não - esta é a diferença entre mim e eles".
       Esta é uma oração do diabo, porque ninguém mais ofereceria uma oração como esta. Ah! Quando estão pregando e falando bem devagar, podem apresentar uma doutrina errada; mas quando vêm orar, a verdade escapa; eles não podem evitar. Se um homem fala bem devagar, ele pode falar de modo sofisticado; mas quando começa a falar rápido, o velho sotaque da sua região, de onde nasceu, escapa. Pergunto-lhes novamente, vocês já encontraram um Cristão que tenha dito: "Eu vim a Cristo sem o poder do Espírito agir!"? Se vocês em algum momento o encontrarem, deverão dizer sem hesitação: "Meu caro senhor, creio que isto aconteceu - e creio que você se afastou Dele também sem o poder do Espírito, e que você nada sabe sobre este assunto, e que está em fel de amargura e em laço da iniqüidade".

Cristo nos amou primeiro
       Será que eu ouviria um Cristão dizendo: "Eu busquei a Jesus antes que ele me procurasse; Fui ao Espírito, e o Espírito não veio a mim"? Não, amados. Somos obrigados, cada um de nós, a colocar nossas mãos em nossos corações e dizer:


"A graça ensinou minha alma a orar,
E fez meus olhos transbordarem;
Foi a graça que me susteve até este dia,
E não me abandonará".

        Há alguém aqui - um que seja - homem ou mulher, jovem ou velho, que possa dizer: "Eu busquei a Deus antes Dele me procurar?" Não, mesmo você que é um pouco arminiano, cantará: