domingo, 23 de setembro de 2012

Lição 4: A prosperidade em o Novo Testamento

TEXTO ÁUREO 

Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

VERDADE PRÁTICA

 O conceito de prosperidade em o Novo Testamento vai muito além da aquisição de bens terrenos; ele está fundamentado nas promessas do reino de Deus na época vindoura.

introdução

Palavra Chave
Filantropia: Desprendimento, generosidade para com outrem; caridade.
Na lição de hoje, veremos o que significa a prosperidade para o cristão (1 Co 16.2; 3 Jo 2). Entre outras coisas, buscaremos responder a esta importante pergunta: Como o Senhor Jesus e seus apóstolos definiram a verdadeira prosperidade? (Jo 10.10; Fp 4.12,18). Verificaremos que o sentido de prosperidade, em o Novo Testamento, vai muito além das posses materiais. Você tem porfiado por viver uma vida de íntima comunhão com o Senhor? Isso é viver prosperamente.

I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA
1. Prosperidade e consumo. Contrastando a doutrina do Novo Testamento sobre a prosperidade com o ensino de determinados mestres, constatamos haver uma abissal diferença entre ambos. Enquanto os tais doutores incentivam o consumo e o acúmulo de bens materiais, o Senhor Jesus e seus apóstolos até desencorajam tal ideia (Mt 6.19; 1 Tm 6.8-10). É por isso que muitos cristãos, apesar das aparências, não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de Deus.
Sucesso e consumo são termos que definem o que se considera hoje uma vida próspera. Todavia, é importante ressaltar: a prosperidade, de acordo com o ensino apostólico, não significa realização material, mas o aprofundamento da comunhão do ser humano com Deus. Se para o homem moderno prosperar implica galgar os degraus do sucesso e da fama, para a Bíblia tais coisas não têm valor algum. Aliás, ela até incentiva a perda desses bens (Fp 3.7,8; Lc 18.22; 19.2,8)!
2. Prosperidade e futuridade. A promessa de uma vida absolutamente saudável, rica, bem-sucedida e livre de aflições nada tem a ver com a visão escatológica dos primeiros cristãos. Por já estarem desfrutando das bênçãos do mundo vindouro (Mc 10.29,30), eles tinham os corações completamente voltados para a manifestação plena do Reino de Deus. Isso levou o apóstolo Paulo a desejar ardentemente a vinda do Senhor (1 Ts 4.17; 2 Co 5.8; 2 Tm 4.8).
Faz-se necessário resgatar a dimensão escatológica que caracterizava a Igreja Primitiva (Mt 6.31). A Escritura exorta-nos a não confiar nas riquezas (1 Tm 6.17) nem acumulá-las (Mt 6.19). Se o crente colocar o coração nos bens materiais certamente cairá na tentação da cobiça (1 Tm 6.9,10). Tiago alerta que a confiança nos bens terrenos conduz à opressão e ao engano (Tg 2.6; 5.4).

II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER
1. Tesouros na terra. O Novo Testamento adverte-nos quanto ao perigo da inversão dos valores eternos (Lc 12.13-21). Nessa passagem, encontramos alguém que estava mais preocupado em ter do que ser. Ele queria “ter” muitos bens materiais, mas demonstrou total descaso em “ser” alguém zeloso pelas coisas espirituais (Lc 12.21). O “ter” está relacionado com aquilo que possuímos, enquanto que o “ser” com aquilo que realmente somos. O texto sagrado revela que quando Deus pediu a alma daquele homem, este nada tinha preparado (Lc 12.20). A riqueza em si não é má. Porém, o que fazemos dela pode transformar-se em algo danoso para nós e para os que nos cercam (Sl 62.10).
A Bíblia condena o “amor do dinheiro”, mas não a sua aquisição através do trabalho honesto e responsável (1 Tm 6.10). Na História Sagrada, encontramos várias pessoas ricas e, nem por isso, foram condenadas, pois tinham a Deus sempre em primeiro plano (Mt 27.57; Lc 19.2). Mas, infelizmente, muitos preferem as riquezas a manter uma profunda e doce comunhão com o Senhor (Lc 18.24).
2. Tesouros no céu. Na doutrina apostólica, os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais. Sim, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais. Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse dos bens terrenos era sinal do favor divino. Logo, os ricos deveriam ser tratados com especial deferência. Foi por isso que os discípulos estranharam quando Jesus afirmou: “Quão dificilmente, entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Lc 18.24,25). Diante disso, indagaram: “Logo, quem pode ser salvo?”.
Acreditava-se que a riqueza era evidência de salvação! Jesus prontamente corrigiu essa ideia (Lc 12.15). Paulo deixa bem claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais (Ef 3.8; 1 Co 1.30,31). Eis por que não se importou de perder tudo para ganhar o Filho de Deus (Fp 3.7,8). Não se esqueça, Cristo deve ser buscado e almejado, porque nEle estão todos os verdadeiros tesouros e riquezas (Cl 2.3).

III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA
1. Uma igreja com diferentes classes sociais. Nos dias de Jesus, havia diferentes classes sociais. Havia os ricos, a classe média, os diaristas e os escravos. Havia também uma boa parte da população que era amparada pelo governo. Quando a Igreja teve início, pessoas de todas essas camadas sociais agregaram-se à nova fé (At 6.7). Tanto Paulo quanto os outros apóstolos a todos instruía indistintamente (1 Co 7.21; Fm 10-18). A Igreja, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé (At 4.32).
2. Não esquecer dos pobres. O cuidado com os menos favorecidos é um dever da Igreja. Paulo recorda que Pedro, Tiago e João, que eram tidos como as colunas da igreja em Jerusalém, pediram-lhe que não se esquecesse dos pobres (Cl 2.10). A pobreza entre os crentes hebreus deu-se em decorrência da fome que acabou por atingir o mundo daquela época (At 11.28).
Assim orientado, Paulo iniciou uma campanha para arrecadar donativos para os crentes pobres de Jerusalém. As igrejas gentias responderam generosamente ao apelo do apóstolo (Rm 15.26). Os irmãos de Corinto, entretanto, não se mostraram entusiasmados para cooperar. Por causa disso, foram exortados pelo apóstolo (2 Co 8-9).
Há muitos crentes que, embora ricos espiritualmente, carecem de bens materiais para a sua sobrevivência. A estes não devemos fechar o coração, mas ajudá-los com alegria. A prosperidade legitima-se com a generosidade.

CONCLUSÃO
A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus, que resulta em paz interior. Embora possamos ser agraciados com bens materiais, nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca desenfreadamente a realização do ego em detrimento dos valores espirituais. É o que nos ensina o Novo Testamento.



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

EXISTEM 4 TIPOS DE TEMPERAMENTOS.


A palavra temperamento deriva do latim temperamentum e significa "uma mistura em proporções". É a mesma derivação de tempero e temperança. Isso quer dizer que, apesar do temperamento ser a raiz instintivo-biológica da personalidade, é possível trabalhar no sentido de "dosá-lo; bem proporcioná-lo". O temperamento define a forma básica de reação de cada pessoa frente à vida e seus obstáculos, bem como às suas graças. É a forma de apreensão do mundo e das experiências.



Há cerca de 2.500 anos, Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, classificou o temperamento da espécie humana em quatro tipos básicos.



QUALIDADES DO MOISES, MELANCÓLICO



Talentoso

Atos 7:22 – Reflete sua natureza excepcionalmente bem dotada.

Abnegado



Tem dificuldades em desfrutar do conforto ou do sucesso sem sentir alguma culpa – Hb. 11:23-27.

Renuncia é prova de que homem algum sai perdendo quando da sua vida a Deus.



Complexo de inferioridade:

Foi resultado das desculpas á Deus:

 Não tenho talento – Ex. 3:11-12



 Ninguém acredita em mim – Ex. 4:1



 Não sei falar em publico – Ex. 4:10-11



 A ira de Moises – Alem do medo, a ira reprime e espreita o temperamento – Ex. 16:20 / 32:19.



 Depressão de Moises – Nm. 11:1-15 – no momento que está deprimido desesperado, pede a morte. – mais 02 personagem agem igual a ele: Elias – I Rs. 19 e Jonas – Jn. 4:1-3.



SÍNTESE ANALÍTICA DO MELANCÓLICO



As pessoas de temperamento melancólico são muito sensíveis e normalmente muito inteligentes. Esse é o comportamento dos grandes gênios. Se destacam nas artes e na cultura de estilo clássico, como música, poesia, pintura, escultura, canto, etc. É um amigo leal.



É quase sempre o temperamento do inventor – gosta de ciências exatas e tem grande capacidade de análise. É responsável com suas obrigações e não gosta de evidências. Gosta de sacrifício, mas se frustra com facilidade.



É tímido e muito reservado, fala pouco e, quando fala, já analisou a situação. É perfeccionista por natureza. Em geral, não é extrovertido e raramente se impõe. Possui mente privilegiada. A pessoa de temperamento melancólico é egoísta, depressivo, auto-penalisador e mórbido.



Normalmente enxerga as adversidades com lente de aumento. Tem sérios problemas no casamento, pois espera o cônjuge perfeito, que não existe.



É crítico, vingativo e inflexível. Nunca atinge seus alto padrão de perfeição, por isso sofre tanto.



Exemplos de melancólicos da Bíblia: Noé, José, Moisés, Elias, Salomão, Jeremias, Jó, Daniel, Ezequiel, João Batista e Timóteo.



QUALIDADES DO SANGÜÍNEO

É exuberante (cheio de vigor, animado), cordial, eufórico e vigoroso;



É receptivo por natureza e impressionável;



Toma decisões na maior parte pelos sentimentos;



É divertido e contagia os outros;



É eletrizante e eletriza os outros;



Sempre tem amigos;



Sabe sentir as alegrias e dores dos outros com facilidade;



Possui capacidade de fazer os outros sentir-se importante;



Gosta de estar rodeado de pessoas das quais ele é a vida do grupo;



Geralmente fala antes de pensar;



Sua vida parece excitante e extremamente feliz podendo causar "inveja" em temperamentos mais tímidos;



Seu modo amistoso e falante fazem parecer mais confiante em si do que na realidade o é;



Sua amabilidade e energia o ajudam a vencer os momentos difíceis da vida;



Normalmente são bons oradores, conferencistas, vendedores e se saem bem lidando com o público;

DEFEITOS DO SANGUINEO

É agitado e turbulento;



É geralmente indisciplinado;



Está pronto a correr em toda direção sem analisar o quadro todo;



Tem uma incrível dificuldade de dizer não;



Adora agradar;



Não conhece suas limitações;



É perito em começar as coisas e não terminá-las;



Não é um observador de horários;



Tende a se esquecer com certa facilidade de compromissos e decisões que tomou;



É fraco em sua vontade. Decide rápido, mas nem sempre mantém a decisão;



Não é homem leal e resoluto (corajoso);



É egoísta e cada vez mais tende a falar muito de si mesmo e de suas qualidades e feitos;



Tende a desculpar-se sempre de suas fraquezas;



Sente pena de si mesmo – Autocomiseração (compaixão);



Sua natureza ardente pode levá-lo a explodir em ira, mas depois de tê-lo feito esquecerá tudo;



Arrepende-se com facilidade e prontamente pedirá perdão;



No campo espiritual o Sangüíneo se arrepende inúmeras vezes pelo mesmo pecado;

PEDRO, O SANGUINEO



Por quê? - "Sangue quente"

Não é analítico, por isso não consegue se enxergar como sanguíneo

Tem boas intenções, mas são mal dirigidas

Pedro falava e fazia o que lhe vinha a mente

IMPULSIVO (que reage ao impulso do momento)

 Mateus 4: 19-20 - Jesus chama o pescador Simão para segui-Lo

 Mateus 17:1-13 - Moisés e Elias apareceram a Jesus e Pedro

"Sempre que o Sr. sanguíneo não sabe o que fazer, ele fala"

 João 18: 8 -10 - Pedro corta a orelha do soldado Malco.

 Lucas 24:9-12 - Jesus ressuscitou, mas Pedro não acreditou

 João 21.1-11 - Depois que Jesus ressuscitou, Pedro volta a pescar, Deixam as coisas inacabadas.

DESINIBIDO

 Lucas 5:1-11 - Depois de voltar do mar com muitos peixes, Simão lança-se aos pés de Jesus em gratidão

FALANTE

 Mateus 16:13-20 - Quem diziam que Jesus era? Pedro responde que era o Cristo, o filho do Deus vivo.

EGOÍSTA

 Mateus 16:22-23 - Pedro não aceita o fato de Jesus ser crucificado

INTERESSEIRO

 Mateus 19:27 - Pedro preocupa-se com o que ganhará em seguir a Jesus

 Mateus 19:30 - a resposta de Jesus

FANFARRÃO

 Mateus 26:30 - disse que não negaria a Jesus, mas negou (não cumpriu com que havia dito)

VONTADE FRACA

 Fraqueza de vontade - começa e não termina

ADAPTA-SE AO MEIO EM QUE ESTÁ

 João 18:18 - Pedro nega Jesus na fogueira

SÍNTESE ANALÍTICA DO SANGÜÍNEO



No temperamento sangüíneo, pode-se encontrar uma pessoa eufórica, alegre, animada, cordial, calorosa, amável, simpática, receptiva, emotiva e exuberante. Normalmente, contagia quem a cerca e atrai pessoas com muita facilidade. Tem coração afetuoso e está sempre pronto a servir.



Perdoa com facilidade, é otimista e despreocupado.



Por um outro lado é um pouco desorganizado e tem dificuldade em seguir instruções à risca. Dificilmente pára para analisar seus pensamentos e suas ações. Explode com facilidade e, freqüentemente, é inseguro e temeroso.



Exemplos de sangüíneos da Bíblia: Pedro, Eva, Jacó e Roboão

QUALIDADES DO COLÉRICO



É vivaz (caloroso, vivo, ardente), ativo, prático e voluntarioso;



É muitas vezes auto-suficiente e muito independente;



É tendente a ser decidido e teimoso;



Tem facilidade em tomar decisões para si mesmo e para os outros;



Não precisa ser estimulado, ao contrário ele se estimula;



Possui muitos planos e idéias, e ambições infindáveis;



Não vacila sob a pressão do que os outros possam pensar;



Não se amedronta diante das adversidades, ao contrário, elas parecem encorajá-lo;



Possui uma firmeza inabalável e freqüentemente obtém sucesso onde outros fracassam;



É insistente



Ele não se compadece com facilidade dos outros;



Não demonstra compaixão com espontaneidade;



Pouco aprecia coisas ligadas a artes, seu valor das coisas está mais no prático;



É habilidoso em perceber oportunidades e sabe fazer uso delas;



Se tem uma meta pode esmagar indivíduos que lhe estejam bloqueando;



Muitas vezes é considerado um oportunista;



Por causa da sua auto-suficiência se sente muito capaz;



Geralmente é extrovertido, porém menos que o sangüíneo;

DEFEITOS DO COLÉRICO



Insensibilidade com os outros - Não se importa de verdade com as pessoas;



Ira, Impetuosidade (arrebentado, fogoso e violento) e Auto-suficiência;



Seus sonhos são muito mais importantes do que tudo;



Tem uma disposição violenta - muito de sua energia é gerada por esta disposição;



Explode com facilidade em ira e guarda rancor;



Sabe-se que é muito vingativo;



Existe uma estranha crueldade no Colérico que o faz passar por cima de todos para atingir seu objetivo;



Tende a infligir regras para atingir seus objetivos;



Mas é obstinado e será capaz de continuar até o fim;



Dificilmente pedirá desculpas e ter que pedir perdão é algo que definitivamente não lhe agrada;



Muitas vezes falará coisas cruéis, sarcásticas e mordazes (ofensas grosseiras e refinadas);



Sua ira nem sempre se manifesta em explosão mais de modo elaborado;



Por ser autoconfiante, pequenas vitórias lhe são verdadeiros castelos de orgulho;



É arrogante e prepotente e os outros tendem a detestá-lo por isso;



Embora seja de fato capaz, sua arrogância tende causar antipatia nos outros;



Sua disposição auto-suficiente faz com que ele não necessite de ninguém;



Tende a considerar que suas realizações compensem seus erros na trajetória na conquista de seus objetivos;

PAULO, O COLÉRICO

CRUELDADE E AGRESSIVIDADE

Liderou a grande perseguição contra a igreja

 Atos 7:57-58 - roupas de um morto depositadas aos seus pés

 Atos 9:4-5, 15-16 - Jesus foi "cruel" para com Saulo

FORÇA DE VONTADE

 Atos 20:21-24 - Paulo volta da terceira viagem missionária, mas vai para Jerusalém por conta própria. Havia duas profecias contra.

AUTOSUFICIÊNCIA

 Atos 20:33-35 - não aceitava pagamentos por seu trabalho

Provavelmente por isso Deus o cegou para sua conversão

DINÂMICO (e líder)

 Atos 16:17-23, 32-39 - Tempestade e Paulo preso no barco

PRÁTICO

 II Pe. 3:15-18 - As cartas que eles escreveu são bem objetivas entre o que está errado e o que se deve fazer



SÍNTESE ANALÍTICA DO COLÉRICO



No temperamento colérico, a característica é de pessoas apaixonadas por grandes feitos. É bastante prático, decidido e corajoso. É o missionário, aventureiro, aquela pessoa que sempre inicia trabalhos difíceis ou quase impossíveis. Toma decisões rápidas e é um excelente organizador.



Obstáculos sempre são desafios para o colérico; dificilmente teme alguma coisa.



Tem grande capacidade de criar e está sempre cheio de idéias, projetos ou objetivos. Normalmente, são grandes revolucionários e empreendedores e seu raciocínio é lógico, nunca se cansa. É naturalmente um líder.



Uma pessoa de temperamento colérico tem de negativo a insensibilidade. Possui coração, muitas vezes, indiferente; a compaixão não faz parte de suas características. Muitas vezes é violento, agressivo, rancoroso, vingativo, mas, apesar de tudo, sabe se controlar. Procura manter o controle para pisar melhor no adversário. É capaz de prejudicar as pessoas que mais ama. Esse é o temperamento da maioria dos grandes criminosos, ditadores, guerreiros e conquistadores do mundo.



A psicologia o vê como prepotente e autoconfiante. Dificilmente pede perdão, seja para Deus ou para os homens. A esposa colérica torna-se mandona, matriarca, controlando o marido, os filhos, genros, netos e toda a família.



Exemplos de coléricos da Bíblia: Caim, Ninrode, Esaú, Saul, Jezebel, Paulo e Nos dias de hoje seria o modelo do anticristo.

QUALIDADES DO FLEUMÁTICO

É calmo, frio e bem equilibrado;



A vida para ele é feliz e descompromissada;



Jamais parece perturbar-se com nada;



Raramente explode em risos e também em raiva;



É eficiente;



Sente muito mais emoção do que demonstra;



Aprecia as belas artes;



Não lhe falta amigos, pois gosta do convívio social;



Consegue fazer os outros rirem, mas ele mesmo não dá um sorriso;



Possui uma incrível capacidade de achar algo engraçado nos outros;



Possui ótima memória e sua mente é organizada;



Não gosta muito do jeito desorganizado do sangüíneo;



Sente uma enorme alegria em jogar um balde de água fria nos planos dos outros;



Tende a ser um espectador da vida e não se envolve em projetos com facilidade;



Sempre diz: "alguém devia fazer alguma coisa", mas ele mesmo não faz;



Quando se envolve, o que é raro, o faz com eficiência;



É geralmente simpático e de bom coração;



É também habilidoso para promover paz e conciliação;

DEFEITOS DO FLEUMÁTICO

É moroso e indolente;



Parecem quase sempre "arrastando o pé", pois se sente ressentido em ser forçado à ação;



Faz o mínimo necessário, pois sua falta de motivação é notória;



Não tem iniciativa. Não porque não seja capaz, mas porque considera trabalho excessivo;



É capaz de provocar à ira de quem o quer incentivá-lo;



Para um sanguíneo entusiasmado, se mostra indiferente e gélido. Para um melancólico pessimista se mostra otimista e enerva melancólico. Para o colérico cheio de projetos derrama um balde de água fria;



É egoísta, mas com o passar dos tempos aprende a disfarçar seu egoísmo;



É obstinado. Rejeita mudanças ao seu redor, pois o forçará a sair do lugar e mexer-se;



É indeciso. Não por falta de inteligência, mas por considerar que seu plano é mais adequado;



Sua indecisão se deve também ao fato que ele não deseja pagar o preço em se envolver em algo que pode dar errado ou que lhe exigirá muito de si;



É tendente a crítica, mas se reserva a fazê-la publicamente, mas sim em ambiente fechado;

ABRAÃO, O FLEUMÁTICO

CAUTELOSO

 Gn 12:1-3 - dificuldade em sair da parentela

Deus fez 6 promessas para convencê-lo:



1. "Farei de ti uma grande nação



2. "abençoar-te-ei"



3. "engrandecerei o teu nome"



4. "tu serás uma benção"



5. Abençoarei os que te abençoares e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem"



6. "em ti serão todas as famílias da terra"

PACÍFICO

Os pastores de Ló e de Abraão se desentenderam

 Gn 13:6-9 - Abraão sugere a separação

LEAL

 Gn 14:14-16 - Ló é preso, mas Abraão esquematiza salva-lo

PASSIVO

 Gn. 16:1-2 - Sarai pedi para Abrão deitar-se com Hagar para lhe dar filhos através dela = guerra de milênios (guerra que acontece até hoje)

TEMEROSO

 Gn 12:11-13 - Abrão manda Sarai dizer que é sua irmã

SÍNTESE ANALÍTICA DO FLEUMÁTICO



Pessoas de temperamento fleumático possuem um humor indiscutível. São bons humoristas, apreciadores e espectadores da vida; são bons conselheiros e também bons ouvintes. Fiéis no que tratam, mas admiradores do menor esforço. Não gostam de fazer nada novo, mas quando têm que fazer, pensam em uma maneira mais fácil.



O trabalho do fleumático é caracterizado pela perfeição; tem alto padrão de zelo, qualidade e precisão. É altamente organizado e todas as suas coisas são sempre bem arrumadas. É tradicionalista e metódico; uma pessoa presa a regras. Normalmente, é muito calmo.



Os fleumáticos são pessoas geralmente tão boas que, mesmo antes de se converterem, já agem como crentes mais do que qualquer dos outros tipos de temperamentos mesmo depois de convertidos.



Jamais se oferecem como líderes, mas têm capacidade latente de liderança.



O lado negativo dos que possuem esse temperamento é serem pessoas morosas, indolentes, preguiçosas por natureza. Só trabalham sob pressão e só se tornam otimistas na presença do pessimista melancólico.



Para o lado negativo do fleumático falta motivação. Chega a ser displicente com relação ao trabalho e tende a ser cabeçudo, pão-duro e indeciso.

domingo, 2 de setembro de 2012

Os frutos da obediência na vida de Israel

TEXTO ÁUREO

E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal (Dt 11.29).

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira prosperidade é o resultado de um correto relacionamento com Deus e da obediência à sua Palavra.

introdução
Palavra Chave
Obediência: Sujeição voluntária a Deus e às suas leis.

Nesta lição, veremos que, no Antigo Testamento, há muitas e grandiosas promessas para Israel. Mas, também, há muitas advertências para esse mesmo povo, caso viesse a desobedecer a Deus. Os capítulos 27 e 28 de Deuteronômio, embora destinados aos israelitas, deveriam ser lidos por todos os crentes, pois os seus princípios são universais.
Em ambas as passagens, somos alertados quanto ao perigo da desobediência. Mas, lembre-se de uma coisa muito importante: não devemos obedecer a Deus apenas para ser abençoados, mas porque o amamos com todo o nosso ser e com toda a nossa alma.

I. OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO

1. Deus fala e quer ser ouvido. Moisés chama a atenção do povo para a necessidade de se “ouvir a voz do Senhor”, como condição indispensável para um viver próspero (Dt 28.1). Isto porque as bênçãos do Senhor são fundamentadas em sua Palavra e qualquer promessa deve estar condicionada àquilo que ela diz. No discurso de Moisés, há uma extensa lista de bênçãos que viriam em virtude de uma resposta positiva à Palavra de Deus (Dt 28.1-14).
Observe que o texto não afirma que as bênçãos virão automaticamente, mas em virtude de se ouvir a voz divina (Dt 28.1). Esse dado reforça o fato de que as bênçãos existem e estão disponíveis para serem desfrutadas, mas estão condicionadas a um relacionamento correto com a Palavra de Deus. O Senhor não se responsabiliza por aquilo que Ele não prometeu, ou por aquilo que alguém acrescentou à sua Palavra, acreditando ser parte dela (Dt 4.2; 18.21,22).
2. A obediência e suas reais motivações. Em Deuteronômio, observamos que a verdadeira obediência a Deus deve ser motivada por um coração amoroso e grato. Logo, o relacionamento do crente com o Senhor é a bênção que engloba todas as demais. Não havia, portanto, uma relação de troca ou barganha. A obediência era uma forma de amorosa gratidão no relacionamento com Deus. A desobediência quebrava tal relação (Dt 28.15).
Através da observância da Palavra de Deus, Israel poderia experimentar a verdadeira prosperidade. A condição para tal pode ser resumida na frase encontrada várias vezes no Pentateuco: “Se ouvires a minha voz e, guardares os meus estatutos” (Êx 15.26; 19.5; Lv 26.14; Dt 28.1).

II. DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO
1. A quebra da aliança. Em Deuteronômio 27.15-26 e 28.16-19, a maldição aparece como resultado da desobediência, ocasionando a quebra da aliança divina. Observa-se que, assim como a bênção está associada à obediência a Deus, da mesma forma a maldição vem associada à desobediência! A lei da retribuição, tanto no seu sentido positivo como negativo, é bem clara no Antigo Testamento (Dt 28.47,48). Mas isso não significa que os justos estivessem livres de tribulações e angústias, pois os santos são constantemente provados (Jo 16.33).
2. A maldição da idolatria. A maldição vez por outra alcançava o povo de Israel por causa da idolatria, que é veementemente condenada na Bíblia (Dt 27.15). O que é a idolatria? É colocar qualquer coisa, ou pessoa, em lugar de Deus. Logo, se colocarmos os bens materiais acima de Deus, estamos incorrendo no pecado da idolatria. Isto significa também que não devemos obedecer a Deus, visando apenas as riquezas deste mundo. Temos de amá-lo e obedecer-lhe a Palavra independentemente de qualquer recompensa material (Mt 22.37)!

III. A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES
1. A bênção como instrumento de proteção. Deus prometeu segurança ao povo de Israel (Dt 28.7), mas isto não descartava a possibilidade de a nação eleita passar por situações conflituosas. Aliás, muitas são as adversidades daqueles que desejam viver piamente em Cristo (2 Tm 3.12). Mas há promessas de proteção e segurança para o crente. É só confiar! Nós somos a propriedade particular de Deus (1 Pe 2.9). A ideia de um povo santo, separado e consagrado ao Senhor permeia toda a Escritura.
Você quer ser abençoado? Então, reconheça seus limites e consagre-se inteiramente a Deus.
2. Período tribal e monárquico. No período dos juízes, o povo fazia o que achava mais correto (Jz 21.25). Isso explica o estado de anarquia em que a nação estava mergulhada. Somente a intervenção dos juízes trazia o povo de volta à obediência, fazendo-o experimentar a bênção divina (Jz 3.7-11).
No período monárquico, a atuação dos profetas faz-se ainda mais notória. Chamados por Deus para clamar contra a idolatria e as injustiças sociais, os profetas falavam tanto ao povo como aos governantes. A maior parte das profecias do Antigo Testamento está diretamente relacionada ao combate às injustiças sociais.
Para os profetas, nenhuma prosperidade era legítima se fosse alcançada à custa dos menos favorecidos (Is 58.7). Esse período deixa-nos a seguinte lição: a pobreza é causada também pelas injustiças cometidas pelos governantes e a prosperidade advém como resultado do temor que os mandatários nutrem por aquele que governa todas as coisas: o Todo-Poderoso Deus (2 Cr 31.20). Estamos nós cuidando dos mais necessitados?
3. As falsas ideias sobre maldição. Atualmente, há um ensino muito popular entre os evangélicos que associa a pobreza ao pecado e os infortúnios da vida a alguma maldição não quebrada. Esse falso ensino é também denominado de “maldição hereditária”.
Crendo nessa falsa doutrina, muitos cristãos entraram numa espécie de paranóia, procurando alguma maldição para quebrar.
Um exame das Escrituras, porém, mostra que a desobediência à Palavra de Deus, e não uma maldição hereditária, é a causa do castigo! Ninguém necessita participar de nenhum ritual de quebra de maldição, pois a Escritura afirma que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Cl 3.13). 

CONCLUSÃO
Nesta lição, destacamos que Deus quer fazer prosperar o seu povo e para isso deu-lhe muitas promessas. Outrossim, precisamos deixar bem claro que o fato de um crente passar por lutas e dificuldades não significa que ele esteja em pecado ou em desobediência a Deus, pois o próprio Cristo alertou-nos de que no mundo seremos afligidos (Jo 16.33). Mas que o pecado traz consequências para a vida do crente, não o podemos negar (Gl 6.7). Por isso, devemos agir com muito equilíbrio e sobriedade ao tratar desse assunto.


A verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante

TEXTO ÁUREO

Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.20).

VERDADE PRÁTICA

O pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus.

introdução
Palavra Chave
Teologia da Prosperidade: Uma teologia centrada na saúde e na prosperidade material, não na salvação em Jesus Cristo.
Neste trimestre, estudaremos a verdadeira prosperidade em contraposição à Teologia da Prosperidade, também conhecida como Confissão Positiva, que se constitui em uma ameaça à igreja cristã. Veremos que o fundamento da chamada Teologia da Prosperidade é um equívoco, mas que isso não anula a prosperidade ensinada na Palavra de Deus.

I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
1. Gnosticismo. Ainda em seus primórdios, a igreja cristã teve que refutar uma doutrina que demonstrou ser nociva para a fé evangélica: o gnosticismo. Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo, e está associada aos sírios, babilônicos, egípcios e gregos. Tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom.
Esse dualismo entre matéria e espírito (filosofia do antigo platonismo) levou seus adeptos a negar a realidade da matéria. Já que a matéria não era real, o sofrimento também não passava de ilusão. A influência desse pensamento sobre a Igreja Primitiva pode ser percebida na crença que negava a natureza humana de Cristo. Em outras palavras, Cristo sendo bom não poderia habitar em um corpo físico que era mau. Essa forma de crer levou o apóstolo João a combatê-los veementemente (1 Jo 2.23; 4.2,3,15).
Foi a partir das crenças gnósticas que surgiram os modismos e heresias que viriam ameaçar a pureza da doutrina cristã. Entre estas ameaças está a Teologia da Prosperidade.
2. Crenças perigosas. Tais pensamentos não ficaram restritos ao passado, pois a humanidade adora especulações (Ec 7.29). Para se entender o surgimento da Teologia da Prosperidade, é preciso conhecer um pouco da história de Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), criador do chamado “Novo Pensamento”. Quimby estudou espiritismo, ocultismo, parapsicologia e hipnose e, além de panteísta e universalista, acreditava também que o homem tem parte na divindade. Por isso, defendia que o pecado e a doença existem apenas na mente. Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”, tornou-se discípula de Quimby após ser, supostamente, curada por ele.
3. Confissão positiva. A crença que diz ser possível ao cristão viver em total saúde e prosperidade financeira é resultado da junção dessas idéias. A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé propriamente dita, foi feita por E. W. Kenyon e posteriormente por Kenneth E. Hagin.
Kenyon foi um cristão devoto, mas contaminou-se com os ensinos da Ciência Cristã. Já Kenneth E. Hagin foi influenciado por Kenyon e deste obteve a maioria dos seus ensinamentos. Hagin fundou seu ministério passando a divulgar a Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva. Ao pregar que os cristãos não podem sofrer ou ficar doentes e que devem tornar-se ricos à custa de sua fé, esse ensino tem produzido uma geração de crentes interesseiros e materialistas.
Deus “tornou-se” refém de leis espirituais que Ele supostamente teria criado. O segredo é descobrir como usar tais leis e assim conseguir o que quiser. Uma das mais utilizadas é a do determinismo. Fórmula essa que tem a força de mandar até mesmo em Deus! Uma vez que essas distorções passaram a ser reproduzidas em todo o mundo, não tardaram a chegar aqui através dos que andam a procura de novidades, desprezando a suficiência das Escrituras (Sl 119.14,72; Mt 4.4; Jo 17.17).

II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”
1. Divinização do homem. A partir de uma interpretação equivocada de Salmos 82.6, os teólogos da prosperidade criaram a doutrina dos “pequenos deuses”. Kenneth Kopeland, pregador da Teologia da Prosperidade, afirmou certa feita: “Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses”. A intenção dessa doutrina é ensinar a “teologia do domínio”. Sendo deus, o crente agora pode tudo. A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).
2. Demonização da salvação. Esse ensino chega ao extremo de afirmar que, ao morrer na cruz, Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação. Assim, os proponentes da Teologia da Prosperidade colocam o Diabo como coautor da salvação. Pois esta não aconteceu na cruz quando Cristo bradou “Está consumado!”, mas somente quando Ele voltou do inferno onde teria derrotado Satanás em seu próprio terreno. Hagin disse que o grito de Jesus referia-se ao fim da Antiga Aliança e não ao cumprimento do processo da salvação. A Bíblia, porém, diz que a salvação foi conquistada na cruz e que o maligno não tem parte com o Senhor (Mt 27.51; Jo 14.30).
3. Negação do sofrimento. Os crentes não precisam mais sofrer. Todo sofrimento já foi levado na cruz do Calvário e o Diabo deve ser responsabilizado por toda e qualquer situação de desconforto entre os crentes. Aqui há uma clara influência da Ciência Cristã que também não admite o sofrimento. A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10)

III. CONSEQÜÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”
1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!
2. Narcisismo e hedonismo. O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.
3. Modismos e perda de ideais. De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

CONCLUSÃO
A Bíblia fala da verdadeira prosperidade, mas os excessos criados por uma teologia que fomenta o materialismo é anti-bíblico. Devemos nos resguardar dos absurdos criados pela Teologia da Prosperidade no que concerne à doutrina cristã. Nenhum crente, a fim de prosperar, necessita aderir às fórmulas inventadas pelos pregadores da prosperidade. A verdadeira prosperidade vem como resultado de um correto relacionamento com Deus que é fruto de um coração obediente.