Deus é soberano em fazer tudo quanto lhe agrada,sem restrição da parte de nenhum outro ser."Segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra;não há quem lhe possa deter a mão,nem lhe dizer:Que fazes?" .Nenhum outro ser existe superior a Jeová,para lhe ordenar o que deveria fazer ou impedi-lo de concretizar sua vontade,ou chamá-lo a prestar contas daquilo que tem feito.
É preciso fazer-se uma distinção entre soberania e arbitrariedade.Neste último caso,a vontade do agente controla a ação,sem que tenha em vista um propósito sábio ou bom a ser realizado.Quando Deus age,fá-lo de acordo com seu beneplácito.O seu beneplácito sempre é bom,porque sempre está dirigido a um fim bom.Deus é soberano em seus atos,porque estes são determinados pelas suas perfeições.Ele tem uma regra para o que faz,mas está regra não lhe é prescrita por nenhum outro ser,nem tampouco existe independentemente:faz parte da própria natureza de Deus.Nos seus atos a natureza de Deus é revelada e exposta.
Em certos aspectos a natureza divina foi-nos de tal maneira dada a conhecer,ao ponto de até podermos entender a norma a que estão conformados os atos de Deus.Por exemplo,entendemos a justiça de Deus o suficiente para termos uma compreensão do processo pelo qual Deus retribui a cada homem o castigo ou recompensa conforme as suas obras,e em parte podemos até prever o resultado desse processo na vida de um homem.
Há,porém,mistérios na natureza divina que são demasiadamente profundos para podermos sondar.Nesses casos,somos incapazes de definir uma regra para os procedimentos divinos.São esses casos em particular,que atribuímos a soberania de Deus.Todavia,Deus não é menos soberano quando se trata da sua justiça do que nas dispensações em que Ele não dá nenhuma razão para explicar os seus atos.No entanto,quando menos podemos entender os seus procedimentos,melhor podemos exercitar singela confiança para com Ele;e assim prostramos diante de sua soberania.Deus tem se agradado em deixar muitos dos seus procedimentos envolvidos em mistério a fim de que nós tenhamos a oportunidade de exercer a confiança,que é aprazível a Deus e proveitosa para nós outros.
Nossa tendência é exigi de Deus que ele nos dê a razão ou norma que regula todos os seus atos,e que preserva leis de acordo com as quais deveria agir.Porém,as Escrituras nos advertem a restringir essa propensão:"Pode o objeto perguntar a quem o fez:Porque me fizestes assim?" . "Ele não dá conta de seus feitos".Embora as Escrituras não expliquem as dispensações de Deus,que somos compelidos a atribuir à sua soberania,elas nos ensinam que Deus não é governado por leis prescritas pela sabedoria humana.Os caminhos de Deus são mais altos que nossos caminhos,e seus pensamentos mais altos que nossos pensamentos,assim como os céus são mais altos do que a terra.
Os homens frequentemente,se queixam que os caminhos de Deus não são direitos,e acusam-no de parcialidade no trato com suas criaturas.Quando tal acusação é lançada contra Ele,acusando-o de injustiça em seus atos,Deus repele a acusação:"Não são os meus caminhos direitos...e não são vossos caminhos tortuosos?".Em se tratando de conceder as bençãos de sua graça,Deus se reserva o direito de fazer o que quer com o que lhe pertence.Ele não é obrigado a dar a cada um a mesma medida de favor imerecido;nem é forçado a conceder suas bençãos,dadas gratuitamente,de acordo com as obras de quem as recebe.A palavra inspirada claramente ensina que: "Deus que nos salvou e nos chamou com santa vocação;não segundo vossas obras,mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos"."Não por obras,mas por aqueles que chama"."Assim,pois,não depende de quem quer,ou de quem corre,mais de usar Deus a sua misericórdia.
Na condição de criações de Deus,observamos uma diversidade ilimitada.No reino vegetal,encontramos plantas que vão desde o cedro do Líbano até a minúscula folha da grama,algumas lindas e fragrantes,ou adaptadas para ser de grande utilidade,enquanto outras não apresentam nenhuma qualidade em que pudéssemos enxergar uma razão para terem sido criadas.Entre os animais aparece uma variedade sem fim,seja em tamanho modos de vida ou capacidade para desfrutar contentamento.Na condição dos seres humanos, o sistema de diversidades continua.Assim como a espécie humana diferente de todas as demais espécies,assim,também,a condição de cada individuo difere da condição de qualquer outra da espécie.Um homem passa os seus dias em abundância e conforto, enquanto outro dispende a sua miserável existência em pobreza e fadigas.Alguns desfrutam de saúde quase ininterrupta enquanto outros, do inicio ao fim da vida, são oprimidos pela doença e a dor.Uma pessoa é dotada de intelecto suscetível ao mais alto desenvolvimento e é favorecida com todos oi meios necessários para o seu desenvolvimento, ao passo que outras pessoas vão tateando em meio à escuridão mental,seja por causa de imbecilidade da mente ou pelas circunstâncias desfavoráveis em que foram postas nesta vida.Qual a razão para toda essa diversidade?Devemos responder com palavras de Cristo:''Sim, ó Pai,porque assim foi do teu agrado'' (Mt.11:26).
Até certo ponto,os sofrimentos e deleites do ser humano nesta vida podem ser atribuídos a conduta pessoal de cada um.Sob este aspecto,existe uma razão aparente para a dispensação divina em relação as cada ser humano.Porém,numa extensão muito maior, a razão humana não encontram nenhuma causa á qual relacionar as dispensações de Deus.Como Ele é soberano na criação e providência,Ele também e soberano nas dispensações da sua graça.Ele distribui a cada um''como lhe apraz,a cada um,individualmente''
(1 Co. 12:11).Ele oculta as cousas aos sábios e entendidos,e as revela aos pequeninos (Mt. 11:25),conforme Lhe apraz.Quando surge a pergunta :''Quem é que te faz sobressair ?'' (1Co. 4:7).Nas
dispensações da graça ,plena consideração é tida para com a justiça divina, e nenhuma injustiça é cometida contra ninguém.Contudo, a graça vai além distribuição de bênçãos, as quais ninguém tem menor direito de reivindicar.
Entre as normas que a intromissão humana tenta prescrever a Deus para regular a conduta divina , somos inclinados a insistir que as bençãos das graças deveriam ser distribuídas de acordo com as obras de cada um.Não da graça .A Bíblia e a razão se unem para reprimir a presunção de que tudo quando Deus confere ao homem seja dado com base em méritos humanos.Todavia,apesar de rejeitarmos a noção de algum mérito positivo de nossa parte,ainda sim,estamos inclinados a aceitar a ideia de que seria adequado conceder as bençãos da graça,sobre aqueles que têm o mérito negativo de serem menos impios do que os demais.Num tal método de dispensação,que seria recomendado pela sabedoria humana,as bençãos são conferidas,não por causa das obras,mas de acordo com a obra de cada um;contudo,a sabedoria de Deus rejeita o conselho da sabedoria humana quanto a este assunto.Mesmo um Saulo de Tarso,embora o principal dos pecadores,torna-se um feliz recipiente da graça divina,enquanto que um amistoso jovem rico,que desde a mocidade vinha procurando guardar a lei,é deixado a perecer em sua justiça própria.Publicanos e meretrizes entram no reino dos céus,enquanto que multidões de pessoas,menos impias do que eles,são deixadas no curso para o qual a sua depravidade natural as inclina.Casos como estes exemplificam as declarações explícitas da Escritura,que ensinam que somos salvos e chamados,não de acordo com nossas obras.
É verdade que,no último dia,os homens serão julgados de acordo com as obras feitas por meio do corpo.Porém,é preciso lembrar que a salvação começa na presente vida.Ora,o chamamento dos homens,das trevas para a luz,está limitado à presente vida;e,nesta vida,a salvação e o chamamento não são de aocrdo com as obras.Visto que os homens são chamados "para serem santos",a santidade que demostram como uma consequência da salvação e chamamentos recebidos da graça de Deus,faz com que os remidos se distingam das demais pessoas;e essa santidade demostrada torna-se uma norma adequada para as decisões do dia final.Portanto,vemos que o juízo final será de acordo com as obras realizadas por meio do corpo,embora permaneça o fato de que somos salvos e chamados não segundo as nossas obras,mais segundo o propósito e graças de Deus.
TODOS OS QUE FINALMENTE SERÃO SALVOS,FORAM ESCOLHIDOS POR DEUS PAI PARA A SALVAÇÃO ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO E FORAM DADOS A JESUS CRISTO,NO PACTO DA GRAÇA.
A doutrina da eleição encontra forte resistência no coração dos homens,e,assim,é necessário examinar com atenção a sua reivindicação à nossa crença.Visto tratar-se de um ato da mente divina,nenhuma prova da sua veracidade pode ser melhor do que o testemunho das Escrituras.Portanto,cumpre-nos acolher o ensino bíblico sobre o tema sem exitação ou desconfiança.Que todas as nossas opiniões preconcebidas e todos os nosso raciocínios carnais se dobrem perante a autoridade da santa Palavra de Deus.
As Escrituras ensinam claramente que Deus tem um povo eleito,escolhido:"Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?"(Rm.8:33);"Eleitos,segundo a paciência de Deus Pai"(I Pe. 1:2);"Não fará Deus justiça aos seus escolhidos?"(Lc.18:7);"Vós,porém,sois raça eleita"(I Pe.2:9); "Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação"(II Ts.2:13); "Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo..." (Ef.1:4).
Quaisquer que possam ter sido nossos preconceitos contra a doutrina da eleição,tal como tem sido defendida e ensinada por alguns ministros religiosos,não podemos negar entretanto que esta é uma doutrina bíblica,porque,pelo menos em creto sentido,ela está nas escrituras;e não podemos rejeitá-la,sem também rejeitar o Livro Inspirado.Temos o dever de receber a doutrina por causa da autoridade de Deus,e nada mais nos resta fazer,senão esforço honesto para compreender a doutrina tal como ensinada nas Sagradas Escrituras.
A Bíblia ensina expressamente que o povo de Deus foi escolhido para a salvação:"Devemos sempre dar graças a Deus por vós,irmãos amados pelo Senhor,por isso que Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação"(II Ts.2:13).Alguns foram escolhidos por Deus para ofícios peculiares.Paulo foi um vaso escolhido para levar o nome de Cristo aos gentios,e Davi foi escolhido para ser rei de Israel.A nação inteira de Israel foi escolhida dentre todas as demais nações para ser um povo próprio do Senhor.Contudo,está bem claro que essa eleição nacional não assegurava a salvação de todos os israelitas,pois Cristo disse a algum deles:"Por isso eu vos disse que morrereis nos vosso pecados";"para onde eu vou,vós não podereis ir..."(João 8:24,21).As palavras do Apóstolo Paulo,em Romanos 9:6,demostram que a eleição compreendia todo o Israel segundo a carne,mas a eleição da graça incluía apenas aqueles que finalmente serão salvos.Estas pessoas não foram escolhidas meramente para receberem os meios da salvação,porque esses meios foram outorgados a toda a nação de Israel.Antes,foi uma escolha para sua própria salvação,e que,portanto,aplicava-se ao "remanescente" e não a nação inteira.
As Escrituras ensinam claramente que a eleição da graça é desde a eternidade: "Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação" (II Ts.2:13);"Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo"(Ef.1:4);"Conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos"(II Tm.1:9).A eleição é uma parte do propósito eterno de Deus.Se o propósito de Deus fora salvar toda a raça humana,não teria havido eleitos dentre os homens,nenhum povo peculiar de Deus,nenhum redimido dentre todas as nações.Contudo,o propósito de Deus em salvar não incluiu toda a raça humana,e,portanto,alguns foram escolhidos,de acordo com algum princípio ainda a ser investigado,e estes entraram na posse de um reino que lhes está preparado desde a fundação do mundo.
O fato de a eleição de Deus ser desde a eternidade,não deveria suscitar em nosso coração qualquer objeção à doutrina.Se no juízo final Deus irá fazer distinção entre justos e ímpios,nada de injusto houve no fato de Ele determinar;desde a eternidade,tudo que nessa ocasião fará,em justiça.Na sentença final,todas as precedentes dispensações para com os filhos dos homens,e tudo o que estes fizeram sob cada uma destas dispensações,será cuidadosamente examinado.A sentença final de cada um será pronunciada em perfeita justiça.Tudo quanto estiver presente na mente divina,naquela ocasião,será algo que já estava lá desde a eternidade.O que Deus então fará,será o mesmo que Ele já havia determinado a fazer desde o princípio,e as razões porque Ele o fará são as mesmas pelas quais Ele determinou fazê-lo.
Se não pode haver injustiça na execução dos propósitos de Deus,também não pode haver injustiça no propósito em si.Se Deus,no último dia,pode justificar plenamente,diante de todo o universo congregado,todas as suas dispensações para com os filhos dos homens,então,todas essas dispensações são justas;e,por conseguinte,o propósito que os motivou,desde a eternidade,tem necessariamente de ter sido justo.Se uma divisão da raça humana pode com justiça ser feita,essa divisão foi feita com justiça no dia do juízo final,e por toda a eternidade futura.Portanto,a eleição (ou propósito discriminador)foi aprovada pela sabedoria infinita nos conselhos da eternidade passada,e,quando presumimos fazer objeção ao ato ou ao propósito da eleição,presumimos ser mais sábios do que Deus.
Do que foi dito acima,segue-se necessariamente que a eleição não está baseada em fé ou obediência previstas.Os ensinos da escritura são claros a esse respeito.Os eleitos de Deus são escolhidos,não por causa de sua santidade,mas para que possam se tornar santos,não por causa de obediência mais para a obediência.Visto que a discriminação da chamada eficaz é uma obra de Deus,a qual antecede a toda santidade,fé ou obediência aceitável,o propósito discriminador não pode estar baseado em atos previstos,os quais não servem de pretexto para a execução do propósito.A graça discriminadora que Deus concede,não esta baseada na fé ou obediência previamente existente,mas,sim,numa razão que só mesmo Deus conhece.E esta razão,não revelada,que é a base da eleição,e não fé e obediência previstas.
As escrituras ensinam que a eleição é segundo a presciência de Deus.Todavia,não devemos entender a presciência aqui mencionada como sendo presciência de fé ou de boas obras.Fé e boas obras não existem antes de que a graça,consequência da eleição,seja dispensada por Deus ao pecador;portanto,uma visão prévia da fé e boas obras de cada um era impossível.O objetivo deste divino prévio conhecimento era a pessoa dos eleitos e não sua fé em suas obras."Porquanto os que de antemão conheceu,também os predestinou"(Rm.8:29).Neste pré-conhecimento de pessoas,conforme o uso escriturístico dos dois termos,está implícita uma consideração à pessoa de cada um dos remidos.Está escrito "Terá Deus,porventura,rejeitado o seu povo?...a quem de antemão conheceu.."(Rm.11:1,2).Se nesta passagem,trata-se apenas de um mero conhecimento,sem maiores implicações,então se poderia dizer que Deus igualmente conheceu de antemão às nações pagãs,e não somente a nação de Israel.
A eleição da nação de Israel pode servir como ilustração para o fundamento em que se baseia a eleição para salvação.Deus escolheu a nação hebraica,não porque fosse superior as demais nações,mais,sim,pelo exercício da sua vontade soberana.Deus amou a Israel porque desejou amá-los.Semelhantemente a eleição da graça está fundamentada no conhecimento de antemão que Deus teve de seu povo,uma presciência que implica uma consideração peculiar,a qual nada tem a ver com qualquer superioridade por parte dos eleitos;antes,é o resultado do soberano beneplácito de Deus.
A eleição é atribuída a Deus Pai,a redenção a Deus Filho,e a santificação a Deus Espirito Santo:"Eleitos,segundo a presciência de Deus Pai,em santificação do Espirito,para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo" (I Pe.1:2).No pacto da graça,os eleitos são dados ao Filho pelo Pai,que é quem exerce a autoridade suprema da Deidade: "Eram teus,tu mos confiaste,..."(João 17:6).
A escolha dos eleitos foi feita com referência a Cristo,para que eles fossem dados aos filhos e se tornassem aceitáveis nele.Por isso lemos que os eleitos foram escolhidos nele,em Cristo.A eleição,ou o selecionamento para a salvação,é,na Palavra de Deus,atribuída a Deus Pai,pelo uso do termo "santificar",que significa "separar".As palavras "guardados em Jesus Cristo",em Judas 1:1,demostram como Deus preserva os eleitos,possivelmente mesmo antes de serem chamados pelo Espirito Santo."Aos chamados...e guardados em Cristo".
Os que não estão incluídos na eleição da graça são,nas Escrituras,chamados de "os mais"(Rm. 11:17-"os outros",na corrigida),e,de "vasos de ira"(Rm. 9:22).Somos incapazes de explicar por que não foram escolhidos como também não podemos explicar por que alguns foram escolhidos.Somos,portanto,compelidos a submeter a questão toda à soberania de Deus,que,acima de qualquer duvida,age com infinita sabedoria e retidão em tudo quando faz,embora não nos tenha explicado as razões para o seu procedimento.A sua absoluta soberania em discriminar uma pessoa e outra é apresentada por Paulo,nestas palavras:"Logo,tem ele misericórdia de quem quer,e também endurece a quem lhe apraz"(Rm. 9:18).A tendência natural da depravação humana é tamanha que o coração vai endurecendo mais e mais,mesmo desfrutando das misericórdias que Deus exerce universalmente,a não ser que Deus acrescente a todos os outros benefícios que concede,a graças renovadora do Espirito Santo,pela qual o coração é transformado.Essa graça Ele concede ou deixa de conceder,conforme o seu beneplácito soberano.A soberania de Deus em conceder a misericórdia para quebrantar o coração,está inquestionavelmente ensinada na passagem em que citamos acima.Contudo,precisamos examinar as palavras:"Ele endurece a quem lhe apraz".
Não é necessário tomar estas palavras como que implicando em um ato arbitrário da parte de Deus,executando propositadamente,a fim de endurecer o coração.Quando Paulo fala dos "vasos de misericórdia",diz que estes foram "preparados de antemão"para a glória.Mas,quando trata dos "vasos de ira,preparados para perdição",ele não afirma que Deus os tenha preparado para esse fim (Rm.9:22,23).Assim como o oleiro,da mesma massa,faz um vaso para honra e outro para desonra,assim também Deus,da mesma massa da humanidade,prepara alguns para a glória como vasos de misericórdia,enquanto que outros,não importa quais benefícios venham a receber da parte de Deus ,sendo deixados isentos da graça renovadora,abusam das misericórdias por Deus concedidas,e,continuam a endurecer pela influência da depravação natural;são vasos de ira preparados para destruição.
Certos teólogos têm usado o termo ''réprobo'' como equivalente para ''não-eleitos''.Porém,este não é o usado escriturístico do termo.Paulo diz:''Examinai-vos a vós mesmos se realmente estas na fé; provai-vos
a vós mesmos.Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais aprovados''(II Co.13:5).Nesta passagem,são considerados reprovados todos aqueles em quem Cristo não habita,pela fé.Em consequência,os próprios eleitos são réprobos,até o tempo quando vierem a crer em Cristo.A reprovação, como uma ato concreto de Deus, não é outra coisa, senão a condenação sob a qual estão todos os incrédulos.De um estado de condenados,e, de acordo com o Seu propósito na eleição,Deus resgata a alguns para a Salvação, mediante a graça renovadora; e nisto , nenhum tratamento injusto ou desvantagem são feitos aos demais.
De maneira geral, a doutrina da eleição sofre oposição por parte de pessoas não-regeneradas; e mesmo, na mente daqueles que já tiveram o que para impedir uma recepção cordial à doutrina. Será apropriado, pois, considerar as objeções mais comuns.
Objeção 1.A doutrina da eleição não dá qualquer incentivo ao esforço humano. Crendo nessa doutrina, os humanos concluem que, se eleitos serão salvos,quer queira ou não, e que, caso não sejam eleitos irão para a perdição, não importa o que possam fazer. Assim sendo,decidem que qualquer esforço da sua parte é inútil, e que,portanto,eles vão viver conforme bem lhe parecer,abandonando toda a qualquer preocupação com o seu próprio destino, sobre o qual não podem ter nenhum controle.
Não se pode negar que alguns do que professam crer na doutrina da eleição fazem mau uso dela. Porém, não se pode afirmar que todos quantos acolhem a doutrina agem ou raciocinam à maneira descrita na objeção. Pelo contrário,multidões há, eminentes por sua santidade de vida e abnegação na causa de Cristo, os quais não apenas recebem cordialmente a doutrina, mas também atribuem toda a sua santidade pessoal e abnegação e graça que tem recebido do amor eletivo de Deus. Muitos dos que rejeitam e odeiam a doutrina estão determinados a viver conforme lhes agrada.
Esta objeção á eleição aplica-se igualmente a cada uma das partes do do propósito divino e procede da de que Deus teria predeterminado o fim, sem contudo estabelecer os meios pelos quais esse fim será atingido Deus tem o seu propósito na providência ,tanto quanto na graça, e faz a todos as coisas segundo o conselho de sua própria vontade.Porém, nenhum homem sensato dirá:'' Se é para eu ter uma colheita,haverei de tê-la, casa prepare a terra e a semeie ou não;portanto,eu não preciso trabalhar e nem me preocupar com o pão de cada dia''.
O propósito de Deus da a todos os homens a mesma liberdade e o mesmo encorajamento para trabalhar,tanto pelo alimento espiritual incorruptível, quanto pelo pão diário.O propósito de Deus não se destrói a interligação entre os meios e os fins, antes a estabelece. Se temos uma visão correta da soberania de Deus,vemos que nada existe, seja na providência ou na graça a crença de que o fim pode ser alcançado sem o uso dos meios apropriados. Se usamos os meios adequados, nunca devemos desesperar do fim. A palavra de Deus assegura-se que ''quem crê em Jesus Cristo será salvo,e quem não crê será condenado'',e nada existe no propósito de Deus ou numa visão desse propósito que possa anular estas declarações das escrituras.O propósito de Deus determina o procedimento de Deus.
A eleição, no entanto,desencoraja qualquer esforço humano, quando volta para a direção errada.Ela faz toda a esperança humana prostrar-se aos pés de um Deus soberano,e nos ensina a orar: '' Senhor, se quiseres,podes,purificar-me'' (Mt. 8:2). Essa doutrina desestimula qualquer esforço de nos salvarmos por nossas próprias obras de justiça. Pelo contrario, leva o pecador a entregar-se imediatamente à soberana misericórdia de Deus. Quem, sabendo estar condenado é incapaz de salvar a si mesmo, entregar-se
de coração as mãos de Deus como soberano,e confiar inteiramente na graça para a salvação,esse não achara nenhuma razão para preferir que esta graça seja conferida de acordo com alguma determinação da mente divina na atualidade, e não de acordo com o conselho da sabedoria eterna.
Com isso em mente e examinando bem essas objeções,veremos que nela existe uma ideia capciosa, ou seja, é mas segura confiar em alguma outra coisa do que na absoluta misericórdia de Deus. Uma confiança assim, ardilosa, representa perigo para a alma; mas a doutrina da eleição tem uma salutar tendencia de nos livrar desse engano. Ela tende por produzir exatamente aquela confiança em Deus que faz entregar-nos completamente a Ele, a unica confiança que tem como promessa a vida eterna. Rejeitando a doutrina da eleição, podemos podemos também estar rejeitando a nossa unica esperança da vida eterna.
Objeção 2. A doutrina da eleição é desfavorável aos interesses da moralidade. Se os homens acreditam que Deus já os predestinou para a salvação ou para a perdição segundo bem Lhe aprova,sem consideração para com as obras de cada um, então, a motivação para as boas obras ( que é uma expectativa de recompensa ou opinião no futuro) deixará de ter influência sobre os homens.
No juízo final os homens serão julgados de acordo com suas obras. O fato de Deus ter escolhidos certos homens para a santidade e obediência,e de ter concedido a graça para tornar esses homens santos e obedientes, em nada muda o critério pelo qual o julgamento final será pronunciado. Portanto, a eleição e a graça concedida não elimina a expectativa da futura retribuição dos feitos de cada um, e essa expectativa continua tendo pelo efeito sobre a mente dos homens. Ninguém será condenado por mero capricho de Deus;cada sentença de condenação será devida a pecados cometidos. Por isso, o termo da futura punição deveria dissuadir os homens de cometerem dia final, se na presente vida não serve a Deus em sinceridade e constante perseverança. A crença de que Deus, por Sua graça, inclina o coração de alguns homens a servi-Lo, e que, determinou conceder sua graça sobre esses homens, não pode diminuir, na mente de uma pessoa bem intencionada, a influência salutar que surge da expectativa de uma futura retribuição; nem tão pouco pode gerar indiferença para com as exigências da moralidade. Ao eleger homens para salvação, Deus não determinou qualquer outro método para a realização de seu propósito gracioso, se não o método de fazer os eleitos homens santos e obedientes.
Objeção 3. A doutrina da eleição apresenta a Deus como juiz parcial,e,portanto, é inconsistente com a Escritura, que ensina: '' A Sabedoria porém lá do alto, é... imparcial'' (Tg. 3:17).
A sabedoria lá do alto, que Tiago declara sem parcialidade, habita na mente dos crentes, sendo exercido no relacionamento que estes têm com o resto da humanidade. Esta sabedoria não inclina nem exige que os crentes tenham o mesmo sentimento para com todos,ou façam o bem igualmente a todos, sem distinção de pessoa para pessoa. Dentro dos limites da justiça,a sabedoria requer que cada homem tenha o que devido; e nisto, toda parcialidade é justiça. Em se tratando de benevolência, porém, o crente não está obrigado para exibir a mesma generosidade para com todos.Parcialidade em juiz, quando este professa estar administrando justiça, seria uma grande injustiça.Contudo, este mesmo juiz pode dispensar favor especial ao tratar com Seus próprios filhos, amigos próximos ou pessoas a quem desejassem fazer o bem, sem que isso pode ser considerado como injustiça. Acusar a Deus de parcialidade,porque Ele Lhe concede os Seus favores conforme Lhe agrada é desdenha da sabedoria de Deus, e assim, embora não declaradamente negar-Lhe o direito de fazer o que deseja do que Lhe pertence. Deus tem uma resposta para quem faz essa acusação : '' Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?''
(Mt. 20:15).
Objeção 4. A doutrina da eleição representa a Deus como se Ele fizesse acepção de pessoas. Porém, isto está em desacordo com o que Pedro afirmou em Atos10:34: '' Deus não faz acepção de pessoas''.
Esta mesma sentença tem significados, de acordo com a conexão que é empregada.Em certo sentido, podemos afirmar que Deus faz acepção de pessoas, pois lemos: ''Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta'' ( Gn. 4:4). Em outro sentido, os cristão da igreja primitiva foram ensinados a não fazer acepção quando se reuniam; não deveriam dar lugar de maior honra aos ricos e bem vestidos (Tg. 2:3). Os juízes de Israel tinham a ordem de não fazer acepção quando julgavam o povo; e não deveriam favorecer ao rico nem ao pobre.
Neste ultimo sentido,Deus não faz acepção de pessoas.Diante dEle, os ricos e poderosos da terra são nada; em contraste, Deus se agrada de Seus. Santos, mesmo que estes sejam humildes e desprezados entre os homens. Quando Pedro afirmou que Deus não faz acepção de pessoas, estava se dirigindo ao primeiro grupo de pessoas incircuncisas que receberam a pregação do evangelho. Pedro estava manifestamente que tanto judeus como gentios têm igual admissão às bençãos e privilégios do evangelho; ''Deus não faz acepção de pessoas;pelo contrario em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável'' (Atos. 10:34,35). Tais palavras em nada contradizem aquilo que o apóstolo, em outro lugar, diz: ''Vós, porém, sois raça eleito, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva em Deus, a fim de proclamardes as virtudes que vos chamou das para a suas maravilhosa luz'' (I Pe. 2:9).
Objeção 5. A doutrina da eleição faz Deus parecer insincero. Ele convida a todos os homens para que participem das bençãos do evangelho, e, no entanto, se esta doutrina é verdadeira, as bençãos do evangelho não são dignas para todos.
Se é a palavra de Deus que ensina a doutrina da eleição, e se ela contém o mandamento e o convite a todos os homens que busquem salvação através de Cristo, é grande arrogância de nossa parte acusar a Deus de insinceridade somente porque não podemos conciliar essas coisas uma com a outra. Devemos lembrar que somos vermes do pó da terra e que é uma arrogância criminosa de nossa parte julgar e
condenar o Deus infinito. Além disso, na verdade não há nenhum fundamento para a acusação de insinceridade. Deus requer de todos os homens que creiam a Cristo, e este é o dever de todos, mesmo que não desejam fazê-lo. O fato de homens não estarem disposto a crer, a também o fato de Deus saber que não mudarão de atitude a menos que lhes transforme os corações, em nada diminui a sinceridade por não isentar os homens da obrigação de crer, e por condenar a incredulidade. Ele promete salvação a todos os que crerem em Cristo;e prova sua sinceridade pelo cumprimento de sua promessa, sem qualquer discriminação.
A concessão da graça especial, para mudar o coração do homem, a fim de que possa crer em Cristo, não é de maneira nenhuma inconsistente com qualquer mandamento ou promessa de Deus já tem efeito. Enquanto os homens consideram a chamada do evangelho como um convite que eles podem aceitar ou rejeitar a seu bel prazer, concorda com o seu estado presente inquirir se Deus é sincero ou não ao fazer aquele convite. Porém, quando a chamada do evangelho é visto como um solene requerimento de dever, do qual os homens terão de prestar contas, então nem se cogita em duvidar da sinceridade de Deus.
Objeção 4. A doutrina da eleição restringe a benevolência de Deus a uma parte da raça humana; más a Bíblia ensina que '' o Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas
as suas obras'' (Sl. 145:9).
Deus é bom para com os ingratos e maus e derrama bênçãos sobre justos e injustos. Contudo, a Sua benevolência, embora infinita, não produz em todas as suas criaturas o mesmo grau de facilidade. O mundo em que habitamos está cheio de misérias, e as Escrituras nos avisam que há um mundo de tormentos intermináveis no provir, no qual os ímpios serão lançados para serem punidos por seus pecados , juntamente com o diabo e seus anjos. A justiça de Deus estabelece os limites para a Sua benevolência; e, mesmo se nagamos a doutrina da eleição, ainda assim a verdade permanece, de que a benevolência de Deus efetuará a salvação de uma parte apenas da humanidade.Tais palavras nada contradizem aquilo que o apóstolo, em outro lugar, diz: ''Vós, porém,sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes a virtude daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz'' (I Pe. 2:9).
Objeção 5. A doutrina da eleição faz Deus parecer insincero. Ele convida a todos os homens participam das bênçãos do evangelho, e, no entanto, se esta doutrina é verdadeira, as bênçãos do evangelho não são designadas para todos.
Se é a palavra de Deus que ensina a doutrina da eleição, e se ela contém o mandamento e o convite a todos os homens que buscarem salvação através de Cristo, é grande arrogância de nossa parte acusar a Deus de insinceridade somente porque não podemos conciliar essas coisas uma com a outra. Devemos lembrar que somos vermes do pó da terra e que é uma arrogância criminosa de nossa parte julgar e condenar o Deus infinito. Além disso, na verdade não há nenhum fundamento para a acusação de insinceridade. Deus requer de todos os homens que creiam em Cristo e este é o dever de todos, mesmo que não desejem fazê-lo. O fato de os homens não estarem disposto a crer, e também o fato de Deus saber que não mudarão a atitude amenos que lhes transforme os corações, em nada diminui a sinceridade do requerimento de Deus. Deus prova a sua sinceridade por não isentar os homens da obrigação de crer, e por condenar a incredulidade. Ele promete salvação a todos os que crerem em Cristo; e prova Sua sinceridade pelo cumprimento da Sua promessa, em qualquer discriminação.
Objeção 6. A doutrina da eleição restringe a benevolência de Deus a uma parte da raça humana; mas a Bíblia ensina que ''o Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras'' ( Sl. 145:9).
Deus é bom para com os ingratos e maus e derrama bênçãos sobre justos e injustos. Contudo, a Sua benevolência, embora infinita, não produz em todas as suas criaturas o mesmo grau de facilidade. O mundo em que vivemos esta cheio de misérias, e as Escrituras nos avisam que há um mundo de tormentos intermináveis no porvir, no qual os impios serão lançados para serem punidos por seus pecados, juntamente com o diabo e seus anjos. A justiça de Deus estabelece os limites para a sua benevolência; e, mesmo se negarmos a doutrina da eleição, ainda assim a verdade permanece,de que a benevolência de Deus efetuará a salvação de uma parte apenas da humanidade. Ora, amenos que se possa demostrar que a eleição da graça diminua o numero dos salvos, nenhuma objeção pode ser levantada contra a doutrina com base na sua relação para com a benevolência de Deus. Paulo não considerou a doutrina de eleição como uma restrição à benevolência divina. De acordo com o seu parecer sobre o assunto, Paulo disse que toda o Israel poderia ter side rejeitado, se Deus não tivesse rejeitado para Si um remanescente, segundo a eleição da graça (Rm. 11:2-5). O que é verdade a respeito de Israel, é verdade também para todos as demais nações. Há outras causas, à parte da eleição da graça, que restringe a dispensação da benevolência de Deus para com os pecadores. E a eleição, ao invés de pôr obstáculos à benevolência divina, abre o canal para que a misericórdia de Deus possa fruir e assim agraciar e salvar o perdido.
Objeção 7. A doutrina da eleição, ensinando que Deus reprovou uma parte da raça humana e a destinou irremediavelmente para a perdição apresenta a Deus como um ser inamistoso. Os homens pecaminosos de fato são reprovados, mas não pela eleição da graça, e, sim, pela justiça de Deus. Porém, enquanto existir a esperança de ouvirem o evangelho da salvação, essa reprovação não é irremediável. Mas, ainda assim, a única esperança que os homens estão autorizados de cultivar está no amor eleito de Deus. Ao invés de cobrir as perspectivas dos homens com um manto de escuridão e penumbra, a doutrina da eleição envia um raio de esperança, a única luz possível para dispensar as trevas.
A justiça de Deus futuramente cairá sobre os que se mantiverem impenitentes até o fim da vida, como já veio sobre os anjos caídos, os quais foram condenados a perdição eterna. A característica ''inamistosa'' que esta objeção, de que agora tratamos, encontrar no caráter de Deus, não é outra coisa se não a justiça que vem sobre os obreiros da iniquidade. Se a eleição da graça aniquilasse completamente a justiça de Deus, recebera louvores dos homens não regenerados; mas a eleição da graça não pode anular a justiça de Deus. Se os homens dizem que o caráter de Deus é inamitoso, por ser Ele justo e condenar os pecadores à eterna perdição, com isso provam não amar o Deus da Bíblia que a todos há de julgar. A discórdia contra a doutrina da eleição é na verdade oposição à justiça de Deus, pois a eleição não isenta os homens de prestarem conta de seus atos.
Na parábola de Jesus, todos os que trabalharam na vinha receberam a mesma paga: um denário. Mas os que haviam suportado o calor e a fadiga do dia murmuravam contra o dono da plantação, porque os demais, que aviam trabalhado apenas uma hora, receberam o mesmo pagamento. Se todos houvessem recebido de acordo com o tempo de serviço prestado, em estrita justiça, a murmuração não teria existido. Da mesma forma, se toda graça de Deus fosse retirada a raça humana e se cada um recebesse haveria motivo para objeção tão premente contra a eleição de Deus. Porém,estariam os homens em melhor condição? ou seria Deus mais amável? O dono da vinha, na parábola, deu esta resposta à objeção: "" Amigo, não te faço injustiça; porventura não me é licito fazer o que quero do que é meu ? ou são maus os teus olhas porque eu sou bom ?'' (Mt. 20:13,15). Com isto, somos ensinados a como silenciar objeção à soberania da graça divina. Deus não faz injustiça a homem algum, embora faça o que Lhe agrada do que é Seu; por isso é nosso dever nos inclinarmos ante a Sua soberania, admitindo que Ele é infinitamente em todas as Suas perfeições.
Insatisfeito com o Deus que nos é revelado pela Bíblia, um Deus que age de conformidade com a Sua vontade soberana entre os exércitos do céu e entre os habitantes da terra (Dn. 4:35), escupimos para nós mesmos uma divindade mas amigável a nossa vida do que Ele. Não ousamos negar a justiça de Deus, afirmando que todos serão salvos, mas tentamos esboçar um método de salvação que seria menos suscetível às criticas humanas. Queremos tirar de Deus a responsabilidade de determinar quem será salvo; formamos um plano e fixamos as condições para a salvação, a fim de que o resultado fique dependente das ações dos homens. Nosso método de graça, admitimos, não garantirá a salvação de todos os homens. Mas, se o Deus da infinita sabedoria adotasse este nosso plano, ficara sabendo de antemão todos os resultados do plano; saberia quantos e quais pessoas seriam finalmente salvas.
Porém, se Deus fosse adotar para Si este nosso plano, incluindo este pré-conhecimento dos resultados, o ''nosso'' plano acabaria sendo o plano dEle mesmo; e, assim, a salvação do que seriam salvos ficaria tão definitivamente predeterminada como no plano da eleição da graça. De qualquer forma, o restante da humanidade seria deixado à horrível condenação da justiça de Deus, fosse por um plano ou por outro. Nosso plano preferido pode parecer mais aceitável para nós, que não temos o conhecimento antecipado das coisas. M as Deus tem esse conhecimento, e, se Ele adotasse tal plano, tornar-se-ia responsável por todas as implicações desse plano, até mesmo pela salvação ou não de uma pessoa. Deus seria responsável, muito embora não tenha de prestar conta a nenhum outro ser. Ele seria responsável perante Si mesmo, pois os Seus atos precisam estar de acordo com suas perfeições e receber a Sua própria aprovação. Ao selecionar o plano da eleição da graça de Deus o escolheu tendo pleno conhecimento de todos os seus resultados. Assim como o plano, também as pessoas que foram salvas foram escolhidos por Deus. Se pensamos afirmar que a Deidade imaginada por nós mesmos seria mais '' amistosa'' do que o Deus da Bíblia, temos que primeiro provar que o nosso plano de salvação seria do que o de Deus.
A vontade do bom homem precisa ser transformada, e esta transformação a vontade humana pode operar por si mesma. É preciso a intervenção da graça divina. A menos que Deus efetue no pecador tanto o querer como o realizar, a salvação é impossível. Deus conhece a força da oposição que a sua graça vai encontrar em cada coração, e também sabe quanta influência espiritual é necessária para vencer essa oposição. Ele concede ou retém essa influência, conforme Lhe agrada. Deus tem a Sua própria regra de ação - uma regra infinitamente sabia e boa. Tendo pleno conhecimento de como a Sua regra de ação irá afetar cada caso em particular, Ele persevera de agir de acordo com essa regra que estabeleceu, por mais que os homens possam criticá-la. Mas a regra que a Sabedoria infinita adota tem necessariamente de ser a melhor. Também não pode haver objeção contra essa regra, pois a Sabedoria infinita conhece o resultado final dessa regra.
Objeção 8. A doutrina da eleição não é aceita pela maioria dos homens; só é recebida por aqueles que acreditam estarem eles mesmos dentre o número dos eleitos, e que, portanto, não podem julgar com imparcialidade.
A veracidade ou falsidade de uma doutrina religiosa não pode ser determinada pela aceitação que essa doutrina obtém entre os homens. O que Deus diz a verdade, quer os homens aceitem ou não. O evangelho, por exemplo, anunciando sob a autoridade da verdade divina, é rejeitado por uma grande parte da humanidade; e os que o recebem, estão expostos à acusação de serem juízes suspeitos porque esperam receber a bênção de Deus justamente pelo fato de crerem na verdade. Assim, tudo o que esta objeção diz a respeito da eleição também é verdade a respeito do evangelho. Mas isto não prova que o evangelho seja falso; e nem tampouco deveria prejudicar ou enfraquecer nossa fé na doutrina da eleição.
De acordo com o método divino da graça, conforme revelado nas escrituras, Deus fez a salvação dos homens depender da fé no evangelho.Um teste para a fé genuína, é que ela recebe cordialmente aquelas partes da verdade divina que são as menos aceitáveis para o coração carnal. Portanto, vemos que a doutrina da eleição,ou, o que é mesma coisa, a doutrina da soberania de Deus em conceder a Sua graça, com frequência se torna o ponto que a submissão do pecador a Deus é testada. Quando esta doutrina é recebida cordialmente, cessa a rebelião do pecador contra Deus. Quando rende à soberania de Deus em conceder vida eterna, de acordo com o seu beneplácito, o pecador passa a reconhecer essa soberania em tudo o mais quanto existe. Por mas que o pecador possa permitir que o Monarca do universo seja soberano em questão de menor importância, se ele se recusar a admitir a soberania de Deus nas questões mais importantes, a sua submissão a Deus é parcial, e o espírito de rebelião ainda esta presente em seu coração.
Muitos exemplos poderiam ser aduzidos, tirados da experiência prática de muitos cristãos, em que a submissão à soberania de Deus em conceder as bençãos da graça tornou-se o ponto decisivo da aceitação de Cristo pelo pecador.
Embora a objeção que temos considerado não contenha nenhum argumento válido contra a doutrina da eleição,o assunto pode sugerir uma importante lição para aqueles que admitirem esta doutrina em sua confissão de fé.Se os homens decidem em favor da doutrina e a estimam somente porque se consideram a si mesmos como favoritos diante de Deus, semelhante fé será inútil.Nenhuma submissão a Deus é implicita em nossa provação de um suposto favoritismo de Deus para conosco. O evangelho ordena a cada pecador que se renda e, através de Jesus Cristo,entregue-se às mãos de seu soberano ofendido; e que faça isso como criatura culpada diante de Deus, e não como um favorito dos céus. Nessa rendição completa, o coração torne-se plenamente reconciliado com a doutrina da eleição.
Seção 2 - REDENÇÃO ESPECÍFICA
O Filho de Deus deu Sua vida para Redimir Aqueles Que Lhe Foram Dados Pelo Pai, No Pacto Da Graça.
(Ef. 5:25-27; Tito 2:14; João 10:11; Ap. 1:5-6; Atos 20:28; Hb. 10:14; Is, 53:5-11.)
As Escrituras ensinam que o Filho de Deus, ao vir ao mundo para dar a Sua própria vida, tinha em vista a salvação de um povo peculiar: "...o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mt 1.21); "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (Jo 10.11); "Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa..." (Ef 5.25-27).
As Escrituras também ensinam que a expectativa do Redentor será plenamente realizada, e que nenhum de todos quantos o Pai Lhe deu deixará de ser salvo: "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito" (Is 53.11); "Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora"; "E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6.37,39); "Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste" (Jo 17.24). E, finalmente, quando todos estiverem congregados no céu, Ele dirá: "Eis aqui estou eu, e os filhos que Deus me deu" (Hb 2.13). O Salvador terá a plena recompensa por Sua obediência até a morte, quando apresentar ao Pai todos os que lhe tinham sido dados no pacto da graça, para que fossem redimidos dentre todos os povos, reinos, línguas e nações da terra.
A redenção não será universal em sua consumação, pois os redimidos sairão dentre todos os povos, línguas e nações. Portanto, em qualquer dessas divisões da humanidade, nem todos estão incluídos. E a redenção também não pode ter sido universal em seu propósito; do contrário, o propósito falharia em sua consumação, pois nem todos, pelos quais a obra da redenção foi empreendida, seriam afetados e se salvariam.
Além da vontade de propósito, vimos que Deus tem uma vontade de preceito. De acordo com esta última, Deus ordena que todos em toda parte se arrependam; Ele requer de todos que creiam em Jesus Cristo, e é Sua vontade que todos honrem o Filho. A todos quantos obedecem à Sua vontade nestes particulares, Ele dá a promessa da vida eterna. O preceito e a promessa, estão ambos incluídos na vontade revelada de Deus. A vontade revelada de Deus é que o evangelho seja pregado a toda a criatura, e todos quantos o ouvem creiam, e todos os que crêem recebam a vida eterna. A vontade revelada de Deus é a regra de nossa fé, dever e esperança. Os que pregam e os que ouvem o evangelho estão autorizados e ordenados a regulamentar cada pensamento e ação pela vontade revelada de Deus. De acordo com essa vontade revelada, Cristo é apresentado como o Salvador do mundo (Jo 4.42); e os pecadores, sem exceção, são convidados e ordenados, a crer em Cristo.
Assim como o evangelho é pregado a todos os homens sem distinção, e todos são chamados a vir a Cristo para a vida, e nada senão a rejeição do evangelho impede a extensão das bênçãos do evangelho sobre todos os que o ouvem, segue que, a Palavra revelada de Deus fala dos ofícios e da obra de Cristo de acordo com as obrigações dos homens referentes a esses ofícios. Deve ser lembrado, entretanto, que o evangelho promete bênçãos somente àqueles que obedecem o evangelho. E, visto que a promessa, e não o preceito, é que serve de medida apropriada aos benefícios advindos do evangelho, os seus benefícios estão circunscritos a pessoas em particular, mesmo quando tal limitação, quanto à sua extensão, não parece figurar na linguagem bíblica. Por exemplo, Cristo é chamado de "o Salvador do mundo" (Jo 4.42) e de "a propiciação" pelos pecados do mundo inteiro (1 Jo 2.2). Por meio dEle veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida (Rm 5.18). Estas e outras expressões semelhantes nas Escrituras, representam os fatos como eles seriam, na suposição de que todos os homens cumprissem com o seu dever de crer no evangelho. Não obstante estas expressões de cunho geral, a vontade revelada de Deus assegura bênçãos somente aos obedientes.
As observações que têm sido feitas até aqui já são suficientes para mostrar que a redenção não é universal. Ela é específica em sua consumação e em seu propósito, sendo igualmente específica na revelação do propósito, revelação essa feita no evangelho. Os termos gerais "todos os homens", "o mundo inteiro" etc, que as Escrituras empregam para falar da extensão da redenção, não podem ser entendidos como se assegurassem os benefícios da redenção aos impenitentes e incrédulos. De acordo com a vontade secreta de Deus (ou vontade de propósito), a redenção está assegurada pela morte de Cristo, para todos os eleitos. De acordo com a vontade revelada de Deus, ela é assegurada somente para aqueles que crêem.
Na visão de algumas pessoas, o fato de a morte de Cristo servir como base para os apelos universais do evangelho, também é um argumento para a redenção universal. Mas de ninguém se pode dizer com propriedade que é redimido, se não obtém a libertação do pecado e nem jamais obterá. Já outras pessoas que admitem a doutrina da redenção específica, fazem distinção entre redenção e expiação, e, por causa da morte de Cristo permitir que o evangelho seja pregado a todos os homens consideram-na uma expiação pelos pecados de todos, ou então, uma expiação pelo pecado apenas em teoria. Contudo, o vocábulo neotestamentário empregado é, no grego, reconciliação (conforme Rm 11.15 e 2 Co 5.18,19). A reconciliação não é entre Deus e o pecado, em um sentido teórico, porque tal reconciliação é impossível. É, na verdade, uma reconciliação entre as pessoas, e uma reconciliação tão real que assegura salvação eterna: "Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Rm 5.10). Na visão de Paulo, serão salvos todos aqueles por quem a morte de Cristo fez a reconciliação ou expiação. E, portanto, a expiação não pode ser universal, a menos que a salvação seja universal. É possível empregar a palavra "expiação" em um sentido em que a sua abrangência seja uma mera questão de definição, mas é sempre melhor usar termos bíblicos no sentido em que são empregados nas escrituras.
Uma dificuldade surge quando se tem de harmonizar o caráter vicário da morte de Cristo e o convite universal do evangelho, a qual dificuldade pode ser formulada assim: Um convite irrestrito para todos os que ouvem o evangelho virem a Cristo para a vida, parece implicar que nEle foi feita uma provisão universal para todos os homens; e, para que assim fosse, parece necessário que Cristo tenha levado sobre si os pecados de todos.
Porém, a suposição de que Ele levou os pecados de toda a raça humana traz consigo muitas dificuldades. Antes de Cristo ter vindo ao mundo,multidões já tinham morrido em impenitência e estavam no outro mundo, sofrendo pelos seus pecados, enquanto Cristo padecia na cruz. Como poderia Ele ser um substituto e sofrer penalidade pelos pecados dessas pessoas, se elas estavam sofrendo por si mesmas a pena do pecado? E, se Ele levou sobre si a penalidade dos pecados de todos quantos já haviam morrido e ainda morreriam na impenitência, como é possível que os tais sejam requeridos uma segunda vez a satisfazer a justiça divina, sofrendo pelos próprios pecados?
Como solução para esta dificuldade (com a qual muitos têm ficado perplexos), existe a suposição de que o montante de sofrimento necessário para fazer um sacrifício de expiação é independente de quanto pecado tenha de ser expiado, poucos ou muitos. A hipótese merece ser respeitada, não apenas porque traz alívio à mente, mas também pelo fato de ter sido geralmente aceita por homens eruditos e piedosos. Entretanto, assim como qualquer hipótese inventada para remover uma dificuldade, esta suposição não deve ser transformada em artigo de fé, até que tenha sido provada.
Para suportar esta hipótese, tem-se argumentado que, visto que o salário do pecado é a morte, Cristo deve ter morrido por causa de um único pecado; e só era preciso que morresse para que fizesse a expiação dos pecados do mundo inteiro.
Mas tal argumento não sustenta a hipótese sugerida, a menos que se assuma que a morte é sempre a mesma, em qualquer caso imaginável. No entanto, a morte pode ser uma fácil e feliz transição deste mundo para um mundo de bem-aventurança. Não foi assim a morte de Cristo. Como salário do pecado, a morte envolve mais do que a mera dissolução do corpo; e Cristo, morrendo pelo pecado, levou sobre Si uma soma de aflições que não eram necessárias para a simples morte natural. Nesses sofrimentos, principalmente, consiste a eficácia de Sua morte expiatória, e não ousamos assumir que o montante de sofrimento deve ser o mesmo em qualquer caso que se possa supor. Os sofrimentos de Cristo derivam valor infinito na natureza divina do Filho de Deus; porém, tendo sido suportados pela Sua natureza humana, o montante final não poderia ter sido infinito. Assim, podemos supor que o total de sofrimentos possa ter sido diferente em diferentes circunstâncias. Por exemplo, os habitantes de Sodoma e Gomorra serão, no dia do juízo, sentenciados à segunda morte, como também os ainda mais culpados habitantes de Corazim e Betsaida; mas os horrores serão mais intoleráveis em um caso do que noutro. Uma analogia requer que Cristo, ao padecer pelos pecados do mundo inteiro, teria sofrido mais do que se tivesse sofrido por causa de apenas um único pecado.
Os defensores da hipótese anteriormente mencionada insistem que a expiação é moral, e não comercial. Para eles a noção de que tanto mais pecado tanto maior o sofrimento, faz com que a expiação se degrade, parecendo mera transação comercial. De acordo com uma ilustração dada anteriormente, se vinte homens têm uma dívida têm uma dívida de cem dólares, a justiça comercial será satisfeita se cada homem pagar cinco dólares. Porém, quando vinte homens conspiram para cometer um assassinato, a justiça moral, ou melhor, a justiça distributiva (pois a justiça comercial também é moral), tem por culpados cada um dos vinte homens, e merecedores da punição capital como se tivessem cometido o crime, cada um individualmente. Com base no mesmo princípio, dizem, a justiça moral não divide em partes a morte de Cristo, de acordo com a gravidade de cada ofensa. Antes, considera-a igualmente suficiente, seja para uma ou para muitas ofensas; e igualmente suficiente para os pecados do mundo inteiro, como para os pecados dos eleitos.
O argumento não é conclusivo. Não é verdade que o princípio de justiça distributiva repele a noção de que o sofrimento é proporcional ao pecado cometido. A balança da justiça opera no governo, tanto quanto no comércio; e uma parte essencial na administração da justiça consiste na de penalidades aos crimes. O roubo de plantas no jardim de um vizinho e o assassinato de um pai de família não são considerados crimes de igual magnitude, e nem tampouco recebem iguais penalidades. A justiça de Deus tem uma penalidade mais severa para Corazim e Betsaida do que para Sodoma e Gomorra. De tudo quanto temos conhecimento na administração da divina justiça, vemos que a noção do sofrimento ser correspondente `gravidade e ao montante de pecado tende a ser estabelecida, e não desacreditada.
A objeção de ficar a expiação reduzida a mera transação não é bem fundada. Embora se possa fazer distinção entre justiça autoritativa e justiça comercial, não se segue necessariamente que tudo quanto se possa afirmar a respeito de uma deva ser negado a respeito da outra. A justiça distributiva não se ocupa propriamente com questões de interesses e vantagens;entretanto, não exclui toda consideração para com magnitudes e proporções. Na linguagem das Escrituras, pecados são dívidas (Mt 6.12); o sangue de Cristo é um preço e o povo de Deus é comprado (1 Co 6.20; 1 Pe 1.18). Esta linguagem é, sem dúvida, figurativa, mas não seria apropriada se a justiça comercial (a que pertence os termos dívida, preço e comprado) não tivessem alguma analogia para com a justiça distributiva, que requereu o sacrifício de Cristo.
No caso que apresentamos como ilustração, cada cúmplice no assassinato é tido como culpado, porquanto cada um tinha a plena intenção do crime. A justiça, olhando o crime pela intenção, considera cada um deles culpado e requer que a penalidade seja infligida sobre todos. Não se admite que apenas um dos cúmplices receba a punição que cabe a todos; a justiça pesa para cada um a penalidade que lhe é devida e o montante da penalidade de acordo com o montante do crime.
Examinado desta maneira, vemos não ser conclusivo o argumento que diz ficar reduzida a expiação a mera transação comercial, caso prevaleça a noção de que o total de sofrimentos de Cristo corresponde ao total dos pecados expiados. Se o sacrifício de Cristo exclui qualquer consideração para com o montante de pecados a serem expiados, esta exclusão não advém de princípios abstratos da justiça distributiva, como diferenciados dos princípios da justiça comercial, mas de algo peculiar a esta grande transação que foi a morte de Cristo. Jamais ocorreu outra transação com a qual pudesse ser comparada. Foram a sabedoria e a justiça de Deus que decidiram este caso, e a decisão foi correta e justa. Cristo realmente suportou tanto sofrimento quanto necessário para expiar os pecados que sobre Ele foram lançados. Até onde sabemos, no tribunal celeste jamais se estabeleceu uma conclusão para a questão de quanto sofrimento seria necessário, se Cristo tivesse morrido para expiar apenas um pecado. Se nós presunçosamente decidimos a questão por nós mesmos, estamos em perigo de nos imiscuirmos naquelas coisas que não pertencem a nós, mas a Deus. Se as Sagradas Escrituras nada nos ensinam a respeito do assunto, não deveríamos procurar ser mais sábios do que aquilo que está escrito.
As Escrituras, até onde sei, não contém nenhuma prova para essa hipótese, isto é, que a quantidade de sofrimento necessária para fazer um sacrifício de expiação, não é aumentada nem diminuída pela quantidade de pecado a ser expiada. O melhor argumento a seu favor é tirado de Hebreus 9 e 10, onde é ensinado que, se os sacrifícios da antiga dispensação tivessem sido eficazes, não haveria necessidade de terem sido repetidos. Isto parece dar a entender o princípio de que um sacrifício pelo pecado, uma vez consumado, será suficiente para todo o pecado, não importa quanto pecado possa ser multiplica por eras e eras. Este princípio, uma vez estabelecido, confirmará a hipótese aduzida. Porém, a cláusula "não teriam cessado de ser oferecidos" pode tomada sem o ponto de interrogação que aparece no final do versículo (Hb 10.2), e assim o argumento do escritor sagrado passa a ser outro, isto é, que os sacrifícios da dispensação do Velho Testamento, se eficazes, teriam continuado a ser oferecidos de ano a ano, fazendo a expiação de cada ano que passava; e não teriam sido suplantados por uma nova aliança, conforme o Senhor tinha predito mediante o profeta. Interpretado dessa maneira, o argumento deste versículo ao invés de dar comprovação definitiva à hipótese já mencionada, subverte-a. Porém, se a causa for lida incluindo-se o ponto de interrogação, ainda assim, pode ser entendida como referindo-se à recordação, de ano em ano, continuamnete, dos mesmos pecados que já uma vez tinham sido expiados. Ora, se os pecados de um ano tinham sido expiados, por que deveriam exatamente os mesmos pecados serem trazidos à lembrança no segundo, terceiro e quarto anos, e por que a oferenda por esses pecados teria de ser repetida, se já o primeiro sacrifício tinha sido eficaz Examinando por este ângulo, vemos que o argumento do escritor sagrado não serve de comprovação para o princípio envolvido na hipótese levantada.
Se depois de examinarmos cuidadosamente essa hipótese, somos levados a abandoná-la ao invés de fazer dela um artigo de fé; e se a dificuldade que ela se propunha a resolver continua a nos deixar perplexos, podemos obter alívio, como somos compelidos a fazer em outros casos, recebendo a totalidade da verdade de Deus com base na autoridade de Deus, mesmo que a harmonia das partes da revelação não seja aparente ao nosso fraco entendimento. Recebidas desta maneira, as dificuldades teológicas fornecem uma oportunidade para o exercício de confiança na veracidade divina; e o nosso estado mental nunca está melhor ou mais seguro do que quando, em simples fé, aceitamos sem discussão aquilo que Deus nos diz.
Até onde podemos julgar, o sofrimento de Cristo, quando visto à parte do propósito de Deus, eram em si mesmos tão bem adaptados para cobrir os pecados de Judas quanto os de Pedro. Porém, não podemos afirmar a mesma coisa de cada ato que Jesus realizou em Seu ministério como sacerdote. Sua intercessão por Pedro foi específica e eficaz, e como parte do Seu ofício sacerdotal pode ser incluída juntamente com Seus sofrimentos, como que formando uma perfeita e aceitável oferenda, que Ele, o grande Sumo Sacerdote, faz pelo Seu povo. A expiação ou reconciliação daí resultante, deve ser tão particular quanto as intercessões mediante as quais essa expiação foi solicitada.
Alguns afirmam que, se a expiação não é universal, nenhum pecador pode estar sob obrigação de crer em Cristo até que tenha certeza de ser um dos eleitos. Isto implica que nenhum pecador tem obrigação de crer no que Deus diz, a menos que saiba que Deus planeja salvá-lo. Mas Deus declara que não há salvação, senão através de Jesus Cristo, e todo pecador está na obrigação moral de crer nessa verdade. Se fosse revelado dos céus que, dentre toda a raça decaída, apenas um pecador seria salvo por Cristo, a obrigação de crer que não existe salvação fora de Cristo continuaria a mesma. Cada pecador a quem essa revelação fosse feita estaria obrigado a olhar para Cristo, como sua única possível esperança e a entregar a si mesmo àquela misericórdia soberana, pela qual alguém da raça justamente condenada seria salvo. Contudo, a abundante misericórdia de nosso Deus não ficará confinada à salvação de apenas um pecador; ela irá trazer muitos filhos à glória, mediante os sofrimentos de Jesus, o Autor da nossa salvação. Ainda assim, todo o pecador que confia em Cristo para a salvação tem a obrigação de entregar-se, sem reservas, à soberana misericórdia de Deus. Se ele exige alguma garantia prévia de estar incluído no número dos eleitos, não está se rendendo completamente a Deus, como um pecador culpado deve fazer. O evangelho leva cada pecador a se prostrar aos pés do grande Soberano, esperando encontrar da parte dEle misericórdia, à maneira que Ele bem entender. O evangelho é pervertido quando estes termos são rebaixados. Os ofensores são chamados a virem a Deus em rendição absoluta e incondicional, e este chamamento universal se harmoniza precisamente com a doutrina da redenção específica.
Seção 3- CHAMA EFICAZ
O Espirito Santo efetivamente chama a todos os eleitos para que se arrependam e creiam.
(João 6:37; Rm. 8:26,30; I Co. 1:24; II Tm. 1:9; I Pe. 2:9; Jd. 1,2; I Co. 2:4; I Ts. 1:4-6).
O evangelho convida todos os que ouvi-lo se arrepender e crer. Esta chamada procede do Espírito Santo, que qualifica os ministros do evangelho para o seu trabalho, e dá-lhes a palavra escrita. Mas os homens resistir e desobedecer a essa chamada do Espírito, e permanecem sob condenação. "Vós sempre resistis ao Espírito Santo, como vossos pais, assim também vós." "A qual dos profetas não perseguiram vossos pais?" [86] "Ele deve ser revelado, tomando vingança contra todos os que não obedecem ao evangelho". [87]
Seção 3- CHAMA EFICAZ
O Espirito Santo efetivamente chama a todos os eleitos para que se arrependam e creiam.
(João 6:37; Rm. 8:26,30; I Co. 1:24; II Tm. 1:9; I Pe. 2:9; Jd. 1,2; I Co. 2:4; I Ts. 1:4-6).
O evangelho convida todos os que ouvi-lo se arrepender e crer. Esta chamada procede do Espírito Santo, que qualifica os ministros do evangelho para o seu trabalho, e dá-lhes a palavra escrita. Mas os homens resistir e desobedecer a essa chamada do Espírito, e permanecem sob condenação. "Vós sempre resistis ao Espírito Santo, como vossos pais, assim também vós." "A qual dos profetas não perseguiram vossos pais?" [86] "Ele deve ser revelado, tomando vingança contra todos os que não obedecem ao evangelho". [87]
Além da chamada que é externo, e muitas vezes ineficaz, há um outro, que é interna e eficaz. Isso sempre produz arrependimento e fé, e, portanto, assegura a salvação. A chamada ex externa destina-se em tais passagens das Escrituras como o seguinte: ". Porque eu chamei, e vocês se recusaram" [88] "Muitos são chamados, mas poucos escolhidos". [89] A chamada interna e eficaz é projetado em as seguintes passagens: "Que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação". [90] "A quem ele predestinou, a esses também chamou, a quem ele chamou, a estes também justificou". [91] "Chamados a ser santos ". [92] "Entre os quais sois também vós chamados para Jesus Cristo". [93] "Para os que amam a Deus que são chamados segundo o seu propósito". [94] Não é verdade de todos os que recebem a chamada externa , que são predestinados à vida, justificado e salvo. Sempre que essas bênçãos são representados como pertencentes à chamada, a chamada interna e eficaz deve ser significativo.
Temos antes de distinguir entre a direta ea influência indireta do Espírito Santo. A chamada externa sendo por meio da palavra escrita ou pregada, pertence à influência indireta do Espírito. Para tornar esta chamada eficaz, a influência direta é pagaram; eo evangelho é, então, disse para vir, não somente em palavras, [95] . mas em demonstração do Espírito e com poder [96] A chamada externa é desobedecida, porque os homens não vir a Cristo para que tenham vida: a chamada interna opera na vontade própria, trabalhando em homens para a vontade e para fazer , e tornando o povo de Deus dispostos no dia do seu poder. Como distinguir a chamada externa da interna é sempre sem resistência. No processo de conversão, o Espírito Santo é resistiram violentamente, mas sua resistência é dirigida contra os meios exteriores. A graça interna amacia e subjuga o coração, e traz-lo em sujeição pacífica para o evangelho de Cristo.
A graça interna, que torna a chamada externa eficaz, é a graça da regeneração. Daí regeneração, considerado como a obra do Espírito Santo, é o mesmo que o chamado eficaz; considerado como a mudança do coração do pecador, é o efeito da sua vocação. O chamado é eficaz, pois produz regeneração no assunto sobre o qual atua.
Na chamada eficaz, o Espírito Santo mostra sua onipotência. "Acreditamos que de acordo com o funcionamento do seu poder, que operou em Cristo, quando ele ressuscitou dentre os mortos". [97] O mesmo poder que criou o mundo, e disse: "Haja luz, e houve luz ", é necessária a nova criação do pecador. "Deus, que comandou a luz brilhar para fora das trevas, quem resplandeceu em nossos corações". [98] "Nós somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras". [99] "De acordo como o seu divino poder dado a nós todas as coisas que dizem respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou para a glória e virtude ". [100]Seu poder na criação do mundo foi sem resistência, e igualmente sem resistência é o poder pelo qual ele cria a nova coração. Os meios exteriores que o Espírito envia pode ser resistido, mas quando o próprio Espírito vem na onipotência de sua graça, a resistência desaparece.
Na chamada eficaz, o Espírito Santo age como um Estado soberano. Em conferir os vários dons que ele conferidos aos antigos cristãos, ele agia como um soberano: "opera todas estas coisas que um e do Espírito auto-mesmo, dividindo a cada um como quer".[101] Ele também é soberano em dando a graça regeneradora. "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade". [102]a graça é soberana na eleição do Pai, redenção por meio do Filho, e do chamado eficaz pelo Espírito Santo. A discriminação que faz graça entre os filhos de homens, aparece pela primeira vez chamado eficaz. Esta obra do Espírito Santo conduz, através da redenção de Jesus Cristo, a Deus Pai, para cuja eleição amor, somos ensinados a atribuir todas as bênçãos da salvação eterna. Nesta ordem inversa olharmos para trás, ao longo do fluxo de misericórdia, para a fonte da qual ela flui. A ordem inversa é observada no preceito, "Faça a sua vocação e eleição". [103] Nossas receitas de chamadas a partir de nossa eleição, mas nós conhecer a nossa eleição, em primeiro lugar verificar a nossa vocação.
Na chamada eficaz, o Espírito Santo opera sobre os eleitos. Estes são "santificados em Deus Pai, preservados em Cristo Jesus, e chamou". [104] Eles quem são as chamadas Spirit "escolheu em Cristo desde a fundação do mundo". [105] "A todos quantos estavam ordenados para a eterna vida acreditou ". [106] chamado do Espírito eficaz cumpre a palavra de Cristo, "Tudo o que meu Pai me dá, virá a mim". [107] "Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me deve trazer ". [108]
Ele foi convidado, para que fins é que Deus enviou o seu apelo para fora, para os não-eleitos, uma vez que será ineficaz, se for acompanhado com a sua graça onipotente. Podemos também perguntar com que finalidade que Deus dar aos homens a sua lei, quando eles não vão obedecê-la, ou por que ele instituir um governo moral sobre eles, quando eles não querem se submeter a ele.Em vez de exigir razões de Deus para o que ele faz, torna-se cada homem, em vez de perguntar, qual a razão que ele pode prestar a Deus, por violar sua santa lei, e rejeitar a chamada do seu evangelho. Podemos ter certeza de que Deus vai fazer o certo, e será capaz de reivindicar seus caminhos na presença do universo inteligente, e devemos considerar a nossa propensão para pôr em causa a sabedoria e justiça de seu procedimento, como uma evidência alarmante de nossa falta de apresentação à sua vontade.
Objeção. Se o arrependimento ea fé são dons de graça concedidas pelo Espírito Santo na chamada eficaz, os homens em quem a graça não é conferida, não são culpáveis por ser impenitente e descrente.
A objeção virtualmente assume, que os homens não têm a obrigação de servir a Deus mais do que eles, por favor, ou que, se sua falta de vontade para servi-lo podem ser superados por nada menos do que a graça onipotente, ele desculpas a sua desobediência.Que o homem que faz a si mesmo este pedido de desculpas por sua impenitência e incredulidade, considere assim, com que cara ele pode apresentar seu pedido antes do grande Juiz. "Eu não servir a Deus, porque eu era totalmente dispostos a servi-lo, e assim extremamente relutante que nada menos que a graça onipotente poderia reconciliar-me ao serviço odiado." Quem ousará oferecer este fundamento do grande dia?
A graça eficaz que torna o evangelho bem-sucedido, é a peculiaridade grande da dispensação do evangelho.
Esta graça foi concedida em menor medida, antes da vinda de Cristo, e durante o seu ministério pessoal, mas o derramamento abundante do que foi reservado para o Pentecostes que se seguiu a ascensão do Salvador, e os tempos de sucesso. Os apóstolos foram ordenados a permanecer em Jerusalém, até que fossem revestidos de poder do alto, eo poder do Espírito Santo, que caiu sobre eles prestados sua pregação muito mais sucesso do que o ministério do próprio Cristo tinha sido. Teria Deus se uniu, por regra, para dar uma medida igual de graça para todo ser humano, e deixar o resultado para as volições sem ajuda dos homens, o sucesso extraordinário que marcou o primeiro período do cristianismo não teria existido. Deve ser atribuída à graça eficaz do Espírito Santo, que o Salvador prometeu enviar depois que ele deve ir para o Pai. Para o poder do Espírito, o sucesso da palavra, em todas as idades, deve ser atribuído:. E no dia milenar gloriosa tanto tempo esperado pela igreja não virá, até que o Espírito ser derramado do alto [109] Assim, , todos os homens de bem ansioso para esse dia glorioso, não têm contado para sua vinda sobre a moralidade superior e tendência religiosa das gerações futuras, mas tenho orado por ele e ter esperado para o sucesso, apenas através da influência abundante do Espírito Santo.
CONCLUSÃO
Nosso Salvador freqüentemente censurado aqueles que confiavam em si mesmos que eram justos, e desprezavam os outros. Esse estado de espírito farisaico prevaleceu na seita dos fariseus, e Paul, que era um fariseu, foi obrigado a renunciar a ele, quando ele se tornou um seguidor de Cristo. Em seguida, ele orou para ser encontrado, não ter sua própria justiça, mas a justiça que vem de Deus pela fé. Em seu desejo forte e fervorosa oração para a salvação de seus compatriotas, os judeus, que considerava como seu grande erro e fatal, que, "não conhecendo a justiça de Deus, eles começaram a estabelecer sua própria justiça."
A hipocrisia é ofensivo a Deus. O rei, na parábola, estava descontente, porque um dos convidados apareceu no casamento, não tendo sobre uma peça de roupa do casamento. Mas quando nós matriz nos em nossa própria justiça de trapo da imundícia, e apresentar-nos na assembléia dos santos, diante do Deus de santidade, e reivindicar a sua aprovação e um sorriso, porque estamos assim vestida, oferecemos insulto ao Supremo King. Nós evidenciar que não temos direito a apreciação de sua santidade e justiça, e enquanto nós professamos a glorificaram como Deus, que assim degradar a sua perfeição moral como fazê-lo por completo um tal como a nós mesmos. Esse estado de espírito de espírito rejeita a mediação e justiça de Cristo, e, assim, define em nada o conselho de Deus, no grande esquema de salvação. O Pai está bem satisfeito com o Filho, por causa da sua justiça, e ele não pode estar satisfeito com aqueles que desprezam a justiça, e optar por aparecer na sua própria.
A hipocrisia é ruinoso para a alma. Pode ser muito estimado entre os homens, pois os fariseus, que amavam a glória dos homens mais do que a glória de Deus, obteve sua recompensa, ao ser homenageado por sua grande santidade. Mas Deus sonda o coração e, em sua opinião, a santidade exterior aproveita nada, enquanto tudo dentro é podridão. No entanto, o disfarce humanidade fraudes, e fraudes lhe que usa-lo. Cega e estupidamente confiando na sua justiça, ele está à vontade, e chora Paz, paz, até que sobrevirá repentina destruição dele. É um dos artifícios mais bem sucedidos de Satanás, aos homens para adormecer em sua própria justiça.Muitos dos que ficaram alarmados por uma visão de seus pecados exteriores, reformaram suas vidas, e, contando com a sua moralidade, têm, sem qualquer religião do coração, sem a verdadeira fé em Cristo, fatalmente sonhou sua vida longe na vã esperança de que tudo ficará bem no final. Assim é que é difícil para incitar os homens a partir desta ilusão, que os publicanos e as meretrizes entraram no reino dos céus diante dos fariseus hipócritas. [1]
A doutrina da graça é o remédio para a auto-justificação. É um remédio que o coração profano não gosta muito, mas se uma vez recebida, isso prova um antídoto eficaz para o mal. Ele mata todas as auto-dependência, e estabelece o pecador culpado prostrado aos pés da misericórdia. Ele transforma a partir de sua própria justiça, a partir de seus pecados, com repugnância e aversão, e implora, e trusts, e esperanças de misericórdia só por causa de Cristo. Neste método de salvação, não há compromisso com o espírito farisaico, sem confiança é admitido quer por mérito absoluto, ou no mérito comparativo. Cada um é obrigado a vir a Cristo, como a maioria culpado e vil, e buscar a misericórdia como o principal dos pecadores. Ele deve trazer nenhum fundamento que ele é mais digno ou menos digno do que o seu vizinho. Enquanto ele conta com esse fundamento, a porta da graça se fechar contra ele.Ele é ensinado a receber a salvação como um dom livre, absolutamente livre, sem dinheiro e sem preço.
A doutrina da graça exclui completamente todos os seres humanos jactância. Esta era a visão de Paulo sobre isso. "Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Works? Não, mas pela lei da fé". [2] A sua tendência para os homens humildes diante de Deus, e ensinar-lhes a glória só no Senhor, é uma excelência qual o apóstolo inspirado altamente valorizada. Isso inspirou o amor pela doutrina para ele, e deve encarecer a nós. Estamos propensos a pensar em nós mesmos acima do que devemos pensar: mas nós temos os meios à mão para nosso orgulho humilde, no interrogatório, "Quem te fez para diferir de outro e que tens tu, que tu não tenhas recebido? " [3]
Esta doutrina apresenta o motivo mais forte para a santidade. Ele foi acusado contra ela, que leva à libertinagem, e essa cobrança é tão antiga como os dias dos apóstolos. Foi então perguntou: "Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?" [4] e que foi falsamente afirmaram que ensinou: "Façamos o mal, que venha o bem". [5] Se, na defesa desta doutrina, nos deparamos com acusações semelhantes, podemos regozijar-se na prova, portanto, mobiliado, que estamos em terreno apostólica. Mas a acusação todo é sem fundamento. Os homens podem ser hipócritas fariseus, e, ao mesmo tempo, viver em pecado, mas quando a auto-justiça é destruída pelo Espírito de graça, o homem torna-se inoperante, não só a lei, mas também para o pecado, e, sendo mortos para o pecado, ele pode viver, não mais nele. Os homens podem, em um espírito farisaico, abster-se do pecado, enquanto eles adoram.Mas a doutrina da graça, quando recebida no coração, destrói o amor do pecado. Um senso de obrigação de misericórdia gratuita e imerecida, ocupa o coração, e restringe a santa obediência.
Esta doutrina é honroso para Deus. Toda a carne é humilhado diante dele, e só ele é exaltado. A cruz de Cristo é elevado, e os homens são atraídos por ela, e ensinado a glória sozinho. A salvação completa, como ele vem vindo do Deus trino, na sua integralidade, e adaptabilidade perfeita para a nossa condição miserável e perdido, torna-se o objeto do nosso prazer de admirar, e suscita atribuições nossos alegres de louvor.
Esta doutrina une o povo de Deus. Todos vêm a Cristo no mesmo nível. O rico, o pobre, o erudito, o inculto, o vínculo, a livre, todos vão ter com ele, sem distinção de categoria, ou de mérito. Todos derreter diante dele em penitência e amor, e seus corações se tornam um. Sob a influência desta doutrina, ninguém poderá gloriar-se em homens, ou tratar com desprezo uma colega de Cristo, um irmão fraco que Cristo recebeu.
Esta doutrina nos prepara para juntar-se a canção dos redimidos no céu. Mesmo aqui, aprendemos a cantar, "Não a nós, não a nós, mas ao teu nome dá glória". [6] E o mesmo deve ser a nossa música, quando estamos diante do trono. '' A salvação e a gloria e o poder são do nosso Deus'' (Ap. 19:1).As harpas celestiais não podem tocar nenhuma nota de justiça própria; isto perturbaria a harmonia celestial! Lá, todos os cortações sentem e todos os cânticos declaram que " Ao Senhor pertence a salvação!' (Jn. 2:9).